José Carlos Nunes, secretário de Esportes e Lazer do Estado, é o principal representante do Partido dos Trabalhadores (PT) na gestão atual. Com a decisão do partido de que todos os filiados devem entregar seus cargos até 1º de abril, Nunes se prepara para se candidatar a deputado estadual, embora haja possibilidade de outro petista ocupar seu cargo.
A escolha de Ricardo Ferraço (MDB) para suceder Renato Casagrande (PSB) reforça a necessidade de unidade entre os petistas. A decisão foi aprovada em reunião do diretório estadual, que enfatizou a “unidade estratégica” em torno de Lula, Helder Salomão e Fabiano Contarato. Segundo a nota oficial, essa medida visa garantir coerência no processo eleitoral em preparação.
A partir de 2 de abril, Ferraço assume um governo que mantém um histórico antipetista. Ele respaldou o impeachment de Dilma Rousseff e atuou como relator da Reforma Trabalhista em 2017. Em um recente manifesto, Ferraço defendeu a “independência” do MDB nas eleições presidenciais, preparando o terreno para possíveis articulações políticas.
Diante do cenário, o PT busca articular sua própria chapa para o Governo do Estado, enquanto também planeja apoiar Casagrande como candidato ao Senado. O partido realiza plenárias pelo estado para formular seu programa de governo.
Pesquisas recentes da Paraná Pesquisas indicam que 69,4% dos eleitores do Espírito Santo ainda não decidiram seu voto para governador. Neste levantamento, Helder Salomão aparece com 1,1% das intenções, empatado com Arnaldinho Borgo (PSDB), que desistiu da candidatura. Ferraço, por sua vez, acumula 5,5% e Lorenzo Pazolini (Republicanos) atinge 6,8%. Casagrande, que não pode se reeleger, obtém 7,9% das intenções de voto.
Em relação à rejeição dos candidatos, Salomão lidera com 29,9%. Para o Senado, a indecisão é ainda maior, com 77,3% dos eleitores sem uma escolha definida. Renato Casagrande aparece em primeiro lugar entre os pré-candidatos, seguido por Fabiano Contarato (PT) com 1,5%, entre outros.

Fonte: Século Diário

