Ane Halama, presidente do Psol no Espírito Santo, destacou as metas do partido para as eleições de 2026, priorizando a reeleição da deputada estadual Camila Valadão. Em entrevista ao Século Diário, ela também mencionou a importância de apoiar o deputado federal Helder Salomão na corrida pelo Governo do Estado.
Atualmente, Camila Valadão e Fábio Duarte, da Rede Sustentabilidade, representam a sigla na Assembleia Legislativa. Ane Halama acredita que ambos possuem condições de se reeleger, apesar de um “cenário hostil” para o campo progressista. Ela afirma: “O bolsonarismo e a extrema direita devem angariar muitos votos, mas vamos nas ruas, nas conversas frente a frente, ao lado dos trabalhadores e trabalhadoras”.
O Psol é um fervoroso apoiador da pré-candidatura de Helder Salomão, que já demonstrou ser uma liderança apta a formular um programa político popular para o Estado. No entanto, a aliança com a Rede Sustentabilidade, que ainda está indefinida, pode influenciar essas estratégias.
“Ainda temos algum caminho a percorrer nacionalmente para que a federação se renove. Embora tenhamos caminhado em separado em 2022, isso não impediu o bom trabalho conjunto”, observou Halama, referindo-se à ausência de um representante da Rede Sustentabilidade em encontros recentes.
Enquanto isso, o Psol revela poucos pré-candidatos confirmados para as próximas eleições. Ane Halama mencionou os nomes de Ériton Bernardes Berçaco, educador de Muqui, e o estivador Renan Almeida, ambos ainda sem definição de suas candidaturas. A vereadora Ana Paula Rocha também se coloca à disposição, mas sua candidatura ainda está em debate interno.
Em relação ao Senado Federal, a possibilidade de uma candidatura do Psol está sob consideração, especialmente em articulação com a reeleição do senador Fabiano Contarato (PT). Nesse contexto, o futuro do governador Renato Casagrande ainda permanece incerto em relação a uma nova candidatura.

Vitor Taveira
Fonte: Século Diário

