Professora de Campinas utiliza inteligência artificial para inspirar alunos com suas profissões dos sonhos
A pergunta “O que você quer ser quando crescer?” é uma constante no cotidiano de muitas crianças. Recentemente, a professora Giovanna Macedo, de 27 anos, decidiu levar essa questão a um novo patamar utilizando a inteligência artificial (IA) para projetar o futuro de seus alunos de 9 e 10 anos, na Escola Estadual Professor Carlos Cristovam Zink, em Campinas (SP). A iniciativa, que ocorreu em outubro de 2025, permitiu que 31 estudantes visualizassem a si mesmos em suas profissões dos sonhos, gerando imagens que os representavam como jogadores de futebol, astronautas, veterinários, bailarinas, cantores e artistas, entre outros. O sucesso da atividade é refletido no vídeo que capturou as reações emocionadas das crianças, o qual viralizou nas redes sociais.
Giovanna explica que o objetivo principal da atividade era incentivar os alunos a imaginarem um futuro distante e a acreditarem em seu potencial. “Para mim, como professora, é muito significativo criar situações em que os alunos se sintam valorizados e vejam que têm potencial para irem além”, afirma. Embora a professora não tenha formação específica em inteligência artificial, ela se mantém atualizada sobre inovações tecnológicas e busca utilizá-las de maneira intuitiva para tornar suas aulas mais engajadoras.
Com o boom da tecnologia nas escolas, a discussão sobre a integração da IA no aprendizado é cada vez mais pertinente. Kassula Correa, diretora-geral da Start Anglo Bilingual School, alerta para a necessidade de acompanhar as mudanças sociais e tecnológicas. “As escolas precisam oferecer ferramentas e formação para que os professores consigam ensinar a cada geração, respeitando o ritmo e a individualidade de cada aluno”, pontua. A educadora acredita que, apesar das novas tecnologias, o ambiente escolar deve continuar a ser um espaço de desenvolvimento socioemocional.
O professor Marcio Luiz Dias, atuando em formação de docentes no Distrito Federal, enfatiza a urgência da formação continuada em tecnologias educacionais, dizendo que a velocidade com que as mudanças digitais ocorrem torna desafiador manter as faculdades atualizadas. Assim, ele defende a importância de uma abordagem crítica e colaborativa no uso da IA em sala de aula, evitando o seu uso mecânico.
No contexto escolar, a IA pode otimizar tarefas administrativas, permitindo que os educadores tenham mais tempo para se dedicarem ao aprendizado significativo dos alunos. Jaime Guilherme de Oliveira, docente do Centro de Ensino Médio Integrado à Educação Profissional (CEMI) de Taguatinga, esboça como a IA pode melhorar a personalização do ensino e facilitar o entendimento de conteúdos complexos. Ele também ressalta a importância de usar a tecnologia com intencionalidade, afirmando que, apesar da eficiência delas, a sensibilidade e a responsabilidade do professor permanecem essenciais no processo de ensino-aprendizagem.
Com um cenário em constante transformação digital, é fundamental que educadores e gestores escolares se preparem para promover um uso crítico e seguro da IA no ambiente escolar. O Ministério da Educação (MEC) já anunciou que publicará em breve uma nova resolução para assegurar o uso pedagógico dessa tecnologia, promovendo a autonomia dos professores e a proteção dos alunos.
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Foto: Giovanna Macedo/ Arquivo pessoal
Docentes usam inteligência artificial para inovar e engajar alunos
Fonte: Agencia Brasil.
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