Preços da Indústria Sofrem Queda em Junho de 2026, Aponta IPP do IBGE
Os preços da indústria brasileira apresentaram uma variação negativa de 0,77% em junho de 2026, segundo o Índice de Preços ao Produtor (IPP) divulgado pelo IBGE. O resultado mantém a trajetória descendente observada em maio, que registrou queda de 0,30%. De um total de 24 atividades industriais avaliadas, seis mostraram redução nos preços em comparação ao mês anterior. O acumulado do ano chegou a 3,99%, com um aumento de 2,51% nos últimos 12 meses.
No setor das indústrias extrativas, a forte queda de 11,85% liderou a lista de variações negativas, seguida por outros produtos químicos (-2,74%) e refino de petróleo e biocombustíveis (-2,30%). Apesar do recuo mensal, este setor acumula um crescimento de 2,05% no semestre em comparação com o mesmo período de 2025.
Na análise detalhada, o acumulado do ano, de 3,99%, representa o quarto maior resultado para um mês de junho desde 2014. Entre os setores que mais contribuíram para esse crescimento, destacam-se os produtos químicos, com um avanço significativo de 17,05%, e borracha e plástico, que registrou 15,07%. Já a metalurgia manteve-se estável em junho, apresentando um aumento de 0,29%.
As grandes categorias econômicas revelaram diferenças nas variações de preços, com bens de capital apresentando um crescimento de 1,02%, enquanto bens intermediários caíram 1,70%. Bens de consumo, por sua vez, aumentaram ligeiramente em 0,25%, destacando-se os bens de consumo duráveis, que subiram 0,36%.
Entre os produtos específicos, carnes de bovino foram responsáveis por pressão negativa nos preços, enquanto o aumento nos preços do óleo de soja e carnes de aves apresentou um efeito positivo. A queda nos preços de alimentos acumulou -4,44% em 12 meses, sendo o impacto mais intenso dos últimos nove meses.
O setor de refino de petróleo e biocombustíveis recuou pelo segundo mês consecutivo, embora ainda acumule um crescimento anual de 5,78%. Por outro lado, a indústria química viu suas vendas caírem 2,74% na passagem de maio para junho, interrompendo uma sequência de aumentos que durava três meses.
Esses indicadores demonstram a volatilidade e os desafios enfrentados pelo setor industrial brasileiro em um cenário global complexo, no qual os preços de matérias-primas e a dinâmica de oferta e demanda continuam a influenciar as tarifas na porta da fábrica.
Para mais detalhes, consulte o site do IBGE e permaneça atualizado sobre os principais indicadores econômicos do Brasil.
Índice de Preços ao Produtor (IPP) é de -0,77% em junho

