A Câmara de Vereadores de Marechal Floriano aprovou nesta sexta-feira (25) a cassação do prefeito Lidiney Gobbi (PP), por unanimidade entre os 11 parlamentares presentes. O julgamento foi resultado de uma denúncia que apontava manipulação em licitações e irregularidades nos avisos publicados no portal da prefeitura.
A Comissão Processante foi instaurada após um pedido do eleitor Júlio Alberto Armelau, em novembro de 2025. O processo enfrentou paralisações judiciais, mas foi finalmente liberado para tramitação no início deste mês. O relatório final, elaborado por Diogo Endlich Oliveira, conhecido como Diogo da AMAR (Podemos), concluiu que a gestão de Gobbi alterou datas de avisos licitatórios de forma a favorecer determinadas empresas, complicando a localização das publicações por parte dos interessados.
A defesa de Gobbi argumentou que as alterações nas datas foram meros erros técnicos e não havia prova de envolvimento direto do prefeito. Contudo, testemunhas arroladas pela defesa afirmaram sob juramento que as mudanças ocorreram de forma deliberada. O relatório afirmou que as ações do prefeito configuram fraude e retardamento da transparência nas licitações, prejudicando a concorrência.
Durante a sessão de julgamento, Gobbi, que deve deixar o cargo, respondeu às acusações, destacando sua trajetória como servidor público e a ausência de denúncias ao longo de mais de 30 anos: “Em 64 anos de idade, nunca me envolvi com roubo.” Apesar das tentativas de defesa, incluindo a alegação de nulidade do processo, os vereadores decidiram pela cassação, determinando que o vice-prefeito Júnior Lovatti (PL) assumirá a prefeitura.
Gobbi, que já havia exercido o cargo de 2013 a 2016, foi eleito novamente em 2024 com 36,6% dos votos, em uma disputa acirrada. Sua trajetória na política inclui participação na emancipação de Marechal Floriano em 1991.

CMMF
Fonte: Século Diário

