Queda nos preços da indústria em maio de 2026, segundo IBGE
Os preços da indústria no Brasil apresentaram uma queda de 0,30% em maio de 2026 em comparação a abril, revertendo a alta de 2,62% registrada no mês anterior. Essa variação mensal é reflexo de quedas de preços em sete das 24 atividades industriais analisadas. No acumulado do ano, a alta chegou a 4,80%, enquanto a variação em 12 meses foi de 1,99%. Em comparação a maio de 2025, quando o IPP registrou -1,21%, o cenário demonstra uma ligeira melhora.
De acordo com o Índice de Preços ao Produtor (IPP) das Indústrias Extrativas e de Transformação, a medição dos preços “na porta de fábrica” reflete as grandes categorias econômicas, sem considerar impostos ou fretes. A atividade das indústrias extrativas teve a maior queda, com uma variação de -5,90%, enquanto o setor de borracha e plástico subiu 4,80%, sinalizando um contraste significativo nas dinâmicas setoriais.
Na comparação entre os preços de abril e maio, os alimentos se destacaram negativamente, influenciando em -0,48 ponto percentual a variação do índice geral. Outros setores que também apresentaram impactos foram as indústrias extrativas, com -0,30 p.p., e borracha e plástico, com influência de 0,20 p.p. Importante ressaltar que, no acumulado do ano, a taxa de 4,80% é a quarta mais alta registrada em maio desde 2014.
As indústrias extrativas, mesmo com a queda mensal, acumulam 15,78% em 2026, enquanto outros produtos químicos lideram com 20,28% de aumento no ano. Na análise interanual, os preços dos produtos aumentaram 16,65%, contribuindo significativamente para a variação de 1,99% observada no IPP.
Entre as grandes categorias econômicas, os bens de consumo, intermediários e de capital apresentaram variações de -0,34%, -0,29% e -0,21%, respectivamente. O peso dos bens intermediários na composição do índice geral foi decisivo, respondendo por -0,16 p.p. na variação total.
Os produtos que mais influenciaram o decréscimo nos preços em maio incluem açúcar, leite UHT e café, todos em queda. Recentemente, fatores como a colheita de café e a queda nos preços do leite contribuíram para essa tendência. O setor do refino de petróleo e biocombustíveis teve uma diminuição de 1,27% em relação a abril, embora mantenha um crescimento de 8,27% no acumulado do ano.
Do lado oposto, a indústria química viu um aumento de 2,14% frente ao mês anterior, sustentada pelas pressões externas nos preços internacionais. Assim, o cenário dos preços na indústria reflete tanto condições internas quanto contextos econômicos externos, moldando o comportamento global.
Índice de Preços ao Produtor (IPP) é de -0,30% em maio

