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Polícia Militar intervém em protesto contra corrupção na Câmara da Serra e votações tumultuadas

Durante uma agitada sessão ordinária da Câmara da Serra, um projeto de desapropriação de imóveis ocupados por população de baixa renda gerou polêmica e protestos, intensificados por denúncias de corrupção envolvendo quatro vereadores. A visita da Polícia Militar foi necessária para conter os ânimos no local, onde manifestantes expressaram sua indignação contra o pedido judicial de afastamento dos parlamentares Saulinho da Academia e Teilton Valim, ambos do PDT, além de Cleber Serrinha (MDB) e Wellington Alemão (Rede).

Em meio às discussões, o vereador Cabo Rodrigues (MDB) anunciou que precisaria da segurança para controlar a situação na galeria, sem conseguir avaliar a movimentação através da transmissão online. Os vereadores estavam debatendo um projeto controverso que prevê a desapropriação de imóveis, e a tensão aumentou quando assessores do presidente da Câmara solicitaram que os manifestantes deixassem o espaço. Um vídeo que correu nas redes sociais mostrava um bate-boca entre os manifestantes e o uso de fogos em frente ao prédio da Câmara.

Os debates na tribuna refletiram a divisão entre os vereadores: Agente Dias (Republicanos) expressou preocupação com a imagem da Câmara, enquanto outros como Antonio C&A (Republicanos) e Rafael Estrela do Mar (PSDB) defendiam os colegas acusados. Professor Renato Ribeiro (PDT) referiu-se ao caso como um “linchamento público”, criticando o que considera movimentos suspeitos em torno da Presidência da Câmara.

A denúncia do Ministério Público, que resultou no pedido de afastamento dos vereadores, alega que eles negociaram propina para favorecer a inclusão de emendas em um projeto de lei voltado à regularização de imóveis urbanos. A situação não só afeta a base parlamentar do prefeito Weverson Meireles (PDT) como também mancha a imagem de figuras ligadas ao PDT que cogitavam candidaturas futuras.

No que se refere ao projeto de desapropriação, aprovado com 19 votos favoráveis, incluiu medidas compensatórias para as famílias afetadas, como realocação para novas moradias e indenizações que podem chegar até R$ 80 mil. A discordância na votação surgiu especialmente entre Agente Dias e Pastor Dinho Souza, que consideraram as indenizações insuficientes.

Por fim, embora a confusão na galeria tenha começado durante a votação do projeto de desapropriação, informações indicam que o projeto não estava entre os motivos do protesto, que focava nas acusações de corrupção contra os vereadores.


*Reprodução*

Fonte: Século Diário

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