Crescimento do Pix em Bares e Restaurantes: Uma Realidade em Ascensão
O Pix, sistema de pagamento instantâneo lançado pelo Banco Central em 2020, consolidou sua presença no setor de alimentação do Brasil, respondendo por 20,5% das vendas presenciais em bares e restaurantes, de acordo com uma pesquisa recente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel). Embora o cartão de crédito continue sendo o principal meio de pagamento, o Pix tem conquistado um espaço significativo, especialmente entre pequenos estabelecimentos e redes de alimentação rápida nas regiões Norte e Nordeste do país. A pesquisa foi realizada com 2.109 pontos comerciais e representa a segunda vez que a Abrasel aborda especificamente os meios de pagamento em seus levantamentos mensais. Na edição anterior, em 2024, o Pix já era responsável por 16,5% das transações.
O crescimento do Pix tem ocorrido, em grande parte, à custa do dinheiro em espécie, que atualmente representa apenas 8,3% das vendas presenciais, um declínio acentuado em relação a anos anteriores. O cartão de crédito permanece à frente, com 41,5%, seguido pelo cartão de débito, que se posiciona em 25,1%. O uso do dinheiro em espécie continua a cair, enquanto o cheque, que já foi um dos principais meios de pagamento do Brasil, agora responde por menos de 1% das transações.
Em termos de adesão ao Pix, os números mostram um desempenho robusto entre os estabelecimentos de menor porte. Os negócios com faturamento anual de até R$ 130 mil utilizam o sistema para 30,4% das vendas, enquanto a participação nas empresas que faturam entre R$ 130 mil a R$ 360 mil é de 22,6%. Para aquelas com faturamento entre R$ 360 mil e R$ 1 milhão, esse índice é de 24%. O uso do Pix é mais moderado em empresas que superam R$ 1 milhão em faturamento, alcançando entre 14,9% e 17,5%.
Além do porte da empresa, o tipo de estabelecimento também influencia a escolha do meio de pagamento. Nos locais de alimentação rápida, o Pix já representa 24,6% das vendas, e entre restaurants especializados, a participação é de 21%. Já em bares e casas noturnas, ele responde por 19,9% das transações, enquanto nos restaurantes que servem refeições completas, o índice é de 17%.
Paulo Solmucci, presidente da Abrasel, comenta sobre o sucesso do Pix, afirmando que “o cliente quer rapidez, praticidade e segurança no momento do pagamento. Ao mesmo tempo, o empresário busca soluções que reduzam custos e tragam mais previsibilidade ao fluxo de caixa”. A pesquisa destaca ainda que o uso do Pix nas regiões Norte e Nordeste é especialmente expressivo, ocupando 29,8% e 24,2% das vendas, respectivamente, enquanto no Sudeste, Centro-Oeste e Sul, essa participação é mais modesta.
Por fim, a Abrasel aponta que, apesar da crescente digitalização do consumo no Brasil, o dinheiro em espécie continua a perder espaço, com sua participação abaixo de 11% em todas as regiões. As tendências observadas no uso do Pix sugerem um futuro promissor para o meio, que não apenas facilita as transações, mas também abre portas para inovações no setor de alimentação, incluindo programas de fidelidade e pedidos digitais.

Crédito: EBC
Pix amplia participação nos pagamentos em bares e restaurantes
Fonte: Agencia Brasil.
Economia

