A Petrobras anunciou nesta sexta-feira (1º) um aumento de 18% no preço médio do querosene de aviação (QAV), o que representa um acréscimo de R$ 1 por litro em comparação ao preço do mês passado. Em um movimento para aliviar o impacto deste ajuste, a estatal oferecerá às distribuidoras a opção de parcelar o reajuste em seis vezes, com o primeiro pagamento previsto para julho de 2026.
O QAV é essencial no abastecimento de aeronaves e corresponde a quase metade dos custos operacionais das empresas aéreas, segundo informações da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear). A decisão sobre o reajuste, que é feito mensalmente pela Petrobras, acontece em um contexto de elevação dos preços do petróleo no mercado internacional, desencadeada por tensões geopolíticas, incluindo a guerra no Irã que começou no último dia de fevereiro.
Esta guerra elevou significativamente o preço do barril do petróleo, com o Brent sendo negociado perto de US$ 120 recentemente, um aumento de mais de 70% em relação aos preços pré-conflito. O Irã, atacado pelos Estados Unidos e Israel, reagiu bloqueando o Estreito de Ormuz, rota crucial para o transporte de petróleo, exacerbando a volatilidade do mercado.
No que se refere à comercialização do QAV, a Petrobras, que detém aproximadamente 85% da produção doméstica, vende o combustível para as distribuidoras, que por sua vez o fornecem a companhias aéreas e outros consumidores finais.
Em meio às turbulências do setor, a Petrobras reforça que sua fórmula de cálculo de preços do QAV, que vigora há mais de 20 anos, busca balancear as condições do mercado nacional com as internacionais, atuando como amortecedor nas flutuações de preço.
Além disso, o governo federal tomou medidas para mitigar o impacto dessa alta nos preços na aviação, ao zerar as alíquotas do PIS e da Cofins sobre o QAV até o final de maio. Outras ações incluem o adiamento do pagamento de tarifas de navegação aérea e a disponibilização de R$ 9 bilhões em crédito para as companhias aéreas, operados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e pelo Fundo Nacional de Aviação Civil.
Petrobras reajusta querosene de aviação em 18% e mantém parcelamento
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