Guerra no Oriente Médio não afetará exportações de petróleo da Petrobras, afirma diretor
O clima de tensão provocado pela guerra iniciada pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã gera preocupações em diversos setores, mas a Petrobras aparenta estar imune a esses desdobramentos negativos, especialmente no que tange às suas relações comerciais com países como Índia, China e Coreia do Sul. Durante uma coletiva de imprensa realizada no Rio de Janeiro na última sexta-feira (6), Claudio Romeo Schlosser, diretor de Logística, Comercialização e Mercados da estatal, tranquilizou os investidores e o público ao afirmar que não vê risco às exportações de petróleo. “Não vejo risco à exportação de petróleo”, disse Schlosser, durante a sessão.
A importação de petróleo para a Refinaria Duque de Caxias (Reduc), que ocorre a cada três meses, cerca de 100 barris/dia, pode ser realizada por rotas alternativas que não estão diretamente ameaçadas pelo conflito, como o Estreito de Ormuz, o Mar Vermelho ou um porto no norte do Mar Mediterrâneo. Schlosser reiterou a segurança da previsão de operações, destacando que o panorama atual não descaracteriza a continuidade das atividades.
Por outro lado, Magda Chambriard, presidente da Petrobras, reconheceu a incerteza do mercado, que pode levar os preços do petróleo a oscilar entre US$ 53 e US$ 180 o barril. “A Petrobras precisa ser resiliente para enfrentar qualquer cenário que possa acontecer”, enfatizou, fazendo uma comparação ao comportamento da população durante a pandemia da Covid-19, quando houve uma corrida aos supermercados que provocou escassez de itens, embora os preços não houvessem subido de forma sustentada.
Em relação aos lucros, a Petrobras registrou um lucro líquido de R$ 110,1 bilhões em 2025, quase 200% a mais do que em 2024, quando o lucro foi de R$ 36,6 bilhões. Magda considerou esse resultado “espetacular” e fruto de uma combinação de disciplina financeira e melhoria da eficiência operacional. Aempresa também obteve alta de 11% na produção de óleo e gás, impulsionada pela nova capacidade da FPSO Almirante Tamandaré.
A previsão é que novas plataformas, atualmente em construção em Singapura, contribuam para o aumento da produção nos próximos anos, com a primeira delas chegando ao Brasil em agosto e as demais com previsão de início de operação até 2027. A Petrobras segue com planos de expandir suas operações, mantendo uma postura positiva em relação aos desafios do mercado global.
Com informações da Agência Brasil.
Conflito no Irã não deve afetar exportações da Petrobras, diz diretor
Fonte: Agencia Brasil.
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