Na disputa para o governo do Espírito Santo, Lorenzo Pazolini (Republicanos) se destacou ao terminar o primeiro turno na liderança, obtendo 49,65% dos votos. Em segundo lugar, Ricardo Ferraço (MDB), atual governador, alcançou pouco mais de 34%, enquanto Helder Salomão (PT) ficou em terceiro, com 15,31% dos votos, preparando o cenário para um acirrado segundo turno no dia 25.
Com 99,62% das urnas apuradas, a competição se intensificará, uma vez que nenhum candidato conseguiu a metade dos votos necessários para vencer. Breno Barcelos (Missão) e Rafael Demuner (UP) completaram a lista de candidatos, com 0,85% e 0,13% respectivamente.
Pazolini, que renunciou ao cargo de prefeito de Vitória em abril para se candidatar, formou uma aliança com o Partido Liberal (PL) e distanciou-se do bolsonarismo, focando em temas como o combate à violência contra mulheres. Por outro lado, Ferraço, que se diz neutro sobre a eleição presidencial, buscou aproximações com a extrema direita, promovendo mudanças em áreas como a política fundiária e participando de eventos armamentistas.
Helder Salomão, apesar de sua boa posição, trocou uma fácil reeleição na Câmara dos Deputados por uma desafiadora candidatura ao governo, refletindo o aumento da rejeição do PT no estado. No entanto, seu desempenho foi superior ao do último candidato do partido em 2018, somando mais de 320 mil votos.
Candidatos menos conhecidos, como Barcelos e Demuner, trouxeram pouco impacto à corrida, com o último apresentando uma campanha modesta e revelando apenas R$ 1 mil em receitas eleitorais, enquanto a Unidade Popular almeja além das eleições.

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Fonte: Século Diário

