A recente janela partidária das eleições de 2026 trouxe mudanças significativas para o cenário político do Espírito Santo. O União Brasil, liderado por Marcelo Santos, conseguiu incrementar sua representação na Assembleia Legislativa, passando de dois para quatro deputados estaduais. Santos, que migrou do Podemos para o União e se tornou presidente do partido, foi uma peça fundamental nessa reinvenção.
Além do União, siglas menores também conquistaram espaço. O Mobiliza, antes invisível, agora conta com dois deputados estaduais: Marcos Madureira e Zé Preto, ambos ex-Progressistas. O Democracia Cristã ampliou sua representação com a adição de Coronel Weliton, após o ingresso do antigo deputado do PRD. O partido Agir também saiu vitorioso ao conquistar Hudson Leal, que deixou o Republicanos.
O União Brasil e o PP formam a federação União Progressista (UP), que fortaleceu sua imagem mesmo com as saídas de Madureira e Zé Preto. O Progressistas ainda conta com Raquel Lessa e agora com Adilson Espíndula, que veio do PSD. O Podemos, partido que também é parte da base do governo, trouxe Gandini para reforçar sua bancada. Já o PSDB foi praticamente dizimado na Assembleia, com seus deputados migrando para o MDB sob a liderança do prefeito Arnaldinho Borgo.
A janela também provocou mudanças na Câmara dos Deputados. O União Brasil agora possui uma cadeira na casa, graças à migração de Messias Donato e à presença já estabelecida de Da Vitória. O Republicanos respondeu com a entrada de Evair de Melo, enquanto o Podemos perdeu Dr. Victor Linhalis para o PSDB.
No Senado, Marcos do Val foi o único a trocar de partido, migrando para o pequeno Avante, enquanto Fabiano Contarato e Magno Malta se mantém em suas siglas. As movimentações na política capixaba mostram um panorama dinâmico e em constante transformação, refletindo a busca por novas alianças e representatividade.

Fonte: Século Diário

