Políticos de direita e extrema direita no Espírito Santo buscam uma “frente única” para enfrentar o governador Renato Casagrande (PSB) nas eleições deste ano. Contudo, a distância entre lideranças, como o senador Magno Malta (PL) e o prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini (Republicanos), pode comprometer essa aliança.
O Partido Liberal foca em lançar um palanque para o senador Flávio Bolsonaro, enquanto Pazolini evita firmar posição nas pautas da extrema direita, dificultando a formação da frente. Após o fraco desempenho nas eleições de 2024, onde o PL elegeu apenas cinco dos 50 candidatos a prefeituras, Malta parece reavaliar sua estratégia para alianças. Recentemente, o deputado estadual Callegari deixou o PL após não conseguir ser escolhido para a candidatura ao Senado, criticando a falta de democracia interna do partido.
Além disso, a migração de políticos tem sido uma constante. O ex-vereador Léo Camargo, que teve um bom desempenho nas eleições municipais, pode sair do PL em busca de uma candidatura a deputado federal por outro partido. Sérgio Luiz Anequim, prefeito de Muqui, também já expressou apoio ao pré-candidato Ricardo Ferraço (MDB), enquanto o secretário de Meio Ambiente de Vitória, Coronel Ramalho, se filiou ao Republicanos.
Os problemas do PL incluem a condenação do deputado Gilvan da Federal, que pode gerar sua inelegibilidade, afetando a competição no Congresso. Um novo aliado do PL é o Novo, que tenta estabelecer um arranjo nacional buscando uma parceria com Flávio Bolsonaro.
Mientras isso, o Partido Social Democrático (PSD), sob a liderança do prefeito de Colatina, Renzo Vasconcelos, aparece como uma força significativa, com especulações sobre uma candidatura própria ao Governo do Estado. Essa movimentação incluiu Sérgio Meneguelli, que pode trocar de partido e se tornar pré-candidato ao Senado.
As articulações políticas estão intensas, e mesmo a frente governista enfrenta desafios com pré-candidaturas que podem dividir votos. No tabuleiro eleitoral do Espírito Santo, o cenário continua a se desdobrar, com cada partido buscando fortalecer suas posições em direção ao pleito de 2026.
Imagem: Redação Seculo Diario
Fonte: Século Diário

