A morte de Dante Brito Michelini, acusado de raptar, estuprar e assassinar a menina Araceli Cabrera Crespo em 1973, reacendeu o debate sobre a mudança do nome da avenida que o homenageia em Vitória. A atual mobilização inclui um abaixo-assinado e a possibilidade de projetos de lei na Câmara de Vereadores.
A mudança do nome da avenida enfrenta desafios não apenas legislativos, mas também a influência das famílias envolvidas no caso. O Código de Posturas do município estabelece critérios rigorosos para a renomeação das vias públicas, que exigem, entre outros, um abaixo-assinado com a aprovação de 60% dos moradores da área, além de comprovantes de residência.
Em 2017, alterações nas regras permitiram renomeações em casos de violação dos direitos humanos. Apesar de tentativas anteriores na Câmara, incluindo um projeto do ex-vereador Roberto Martins, a proposta de mudança do nome da avenida foi vetada pelo então prefeito, gerando controvérsias e resistência de alguns parlamentares, que defendiam que a família Michelini não deveria arcar com os erros de seus membros.
A história de Araceli, que aos 8 anos foi raptada, sequestrada, assassinada e carbonizada, ecoa até hoje. Após seu sumiço, seu corpo foi encontrado semanas depois, levando a uma investigação que apontou suspeitos com forte respaldo na sociedade capixaba. Apesar das condenações iniciais, os acusados foram absolvidos, levando o caso a um longo período de inatividade.
Agora, com a morte de Dantinho, o caso promete ganhar novos desdobramentos, enquanto a Polícia Civil continua a investigação, sem revelar muitos detalhes. O clamor por justiça e por uma nova denominação para a avenida que hoje carrega o nome do acusado permanece vivo na sociedade.
Imagem: Avenida Araceli, Mindu Zinek
Fonte: Século Diário

