São Luís despede-se de um símbolo de fé e resistência cultural: Mãe Elzita Vieira Martins Coelho, venerada liderança das religiões de matriz africana no Maranhão, foi enterrada nesta quinta-feira (25), aos 91 anos. A cidade perde uma guardiã do Tambor de Mina, mas seu legado persiste, enraizado nas tradições que ela dedicou a vida a preservar.
Mãe Elzita, nascida em 16 de janeiro de 1934, em São Luís, fundou e dirigiu o Terreiro Fé em Deus no bairro do Sacavém desde 1968. Seu compromisso com as práticas e ensinamentos do Tambor de Mina fez dela uma figura imprescindível para essa religião afro-brasileira, que venera voduns, orixás e entidades conhecidas como encantados. A religião, que tem suas raízes na capital maranhense, não apenas se fortaleceu localmente sob sua liderança, mas também se expandiu significativamente para outros estados como Pará, Amazonas, além de alcançar grandes centros urbanos como Rio de Janeiro e São Paulo, seguindo os fluxos migratórios.
A causa precisa de sua morte, ocorrida em 24 de novembro, não foi divulgada. Entretanto, a falta de detalhes não diminui o impacto de sua partida entre seus seguidores e admiradores. O Terreiro Fé em Deus, assim como outras casas de religião de matriz africana, lamentam a perda de Mãe Elzita, que foi iniciada no Terreiro Nanã Borokô por Dona Denira, sua mãe-de-santo, e posteriormente se destacou como uma defensora fervorosa de sua fé.
Seu trabalho e dedicação à preservação cultural foram essenciais para manter viva a história e as práticas do Tambor de Mina, garantindo que as futuras gerações possam continuar a explorar e honrar esse rico patrimônio espiritual e cultural. A comunidade de São Luís e os adeptos das religiões afro-brasileiras em todo o Brasil sentem profundamente sua falta, mas também celebram o imenso legado que Mãe Elzita deixa para trás.
Morre aos 91 anos Mãe Elzita, liderança do Tambor de Mina
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