PolíticaMercado imobiliário contesta novas taxas de cartório em projeto do TJES

Mercado imobiliário contesta novas taxas de cartório em projeto do TJES

Um projeto de lei que altera as tabelas de emolumentos para escritura e registro de imóveis no Espírito Santo tem gerado controvérsia após receber uma emenda substitutiva do deputado estadual Alexandre Xambinho (Podemos). As entidades do mercado imobiliário reagem à medida, que pode aumentar os custos e criar “insegurança jurídica” para os consumidores.

A proposta, originada no Tribunal de Justiça do Estado (TJES), foi aprovada na Assembleia Legislativa no dia 15. O projeto tinha como intenção atualizar as taxas, que datam de 2001, quando o valor de imóveis consideráveis era bem distinto do atual. A tabela vigente estipula que para imóveis acima de R$ 200 mil, a taxa de escritura é de R$ 6,9 mil, enquanto o registro imobiliário é de R$ 4,3 mil. Em contrapartida, em estados como o Rio de Janeiro, a cobrança é significativamente menor, em torno de R$ 2,1 mil.

A emenda de Xambinho modificou substancialmente os parâmetros financeiros sugeridos, ao estabelecer que para imóveis até R$ 200 mil, a taxa de emolumentos será de R$ 5,2 mil (escritura) e R$ 3,4 mil (registro). A proposta original, por sua vez, previa um escalonamento que poderia trazer alívio financeiro nas faixas de preço mais baixas, mas a versão aprovada implica em aumentos significativos para várias transações.

Os representantes do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado (Sinduscon-ES), da Associação e Sindicato das Empresas do Mercado Imobiliário do Espírito Santo (Ademi-ES/Secovi-ES) e do Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci-ES) manifestaram preocupação com as implicações da nova lei, afirmando que poucos imóveis no Estado são avaliados abaixo de R$ 300 mil, o que pode significar um encarecimento para a maior parte dos consumidores.

Os argumentos de Xambinho para justificar a emenda incluem redução de custos em até 21,36% para a classe média e baixa, desburocratização no acesso a benefícios e sustentabilidade financeira do Judiciário. Porém, as entidades do setor imobiliário criticam a falta de dialogo e avaliação de impactos, ressaltando que a mudança pode incentivar práticas irregulares e afetar negativamente o mercado, que gera aproximadamente 70 mil empregos diretos e 210 mil indiretos no estado.

O governador Renato Casagrande (PSB) deverá tomar uma decisão sobre a sanção ou veto da lei nos próximos dias, o que se torna urgente diante da necessidade de uma definição da tabela a ser aplicada em 2026.

Kamyla Passos/Ales

Fonte: Século Diário

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