Na abertura da Assembleia-Geral da ONU, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu a soberania nacional e criticou ações que desrespeitam a autonomia brasileira. Seu discurso pontuou os perigos das interferências externas direcionadas ao sistema judiciário do Brasil, destacando a condenação histórica de um ex-presidente por violações democráticas.
Em Nova York, no evento que reúne líderes mundiais, o presidente brasileiro foi enfático ao se opor a qualquer forma de ingerência estrangeira que desafie a independência das instituições nacionais. Segundo Lula, tais ações são orquestradas por segmentos ultradireitistas, os quais descreveu como “falsos patriotas”, acusando-os de promover agendas prejudiciais ao país sob influências de poderes externos saudosos de seu domínio.
“Não há justificativa para medidas unilaterais e arbitrárias contra a nossa nação”, declarou Lula, frisando que estas representam uma violação à soberania brasileira. Ele também mencionou um caso sem precedentes na história do Brasil: a condenação de um ex-líder nacional que tentou subverter o Estado Democrático de Direito. Este caso foi tratado com rigor judicial, garantindo ao acusado pleno direito de defesa, uma prática negada em regimes autoritários.
Lula salientou ainda que esses eventos têm repercussão global, e que o Brasil segue firme em sua trajetória como um Estado livre e independente, proclamando que nem a democracia brasileira nem a soberania do país estão abertas a negociações. Ele encerrou seu discurso na ONU com um apelo à valorização da democracia, que deve ir além dos processos eleitorais, incluindo esforços contínuos para diminuir desigualdades e assegurar direitos fundamentais.
Com a palavra no palco global, o presidente reiterou o compromisso do Brasil com os princípios democráticos e alertou sobre os desafios que as democracias enfrentam no século XXI.
Lula diz que soberania é inegociável e repudia falsos patriotas
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