Lula Defende Fim dos Conflitos no Oriente Médio e na Ucrânia em Discurso em Brasília
Brasília, 1º de outubro de 2023 – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva aproveitou a convenção do PSB, realizada neste domingo, para reiterar a posição do Brasil em defesa da paz e pelo fim dos conflitos que afligem tanto Israel e Palestina quanto Rússia e Ucrânia. Em um discurso fervoroso, Lula leu uma nota do Itamaraty que condena o anúncio de Israel sobre a aprovação de 22 assentamentos na Cisjordânia, enfatizando que a terra é parte do Estado da Palestina. Sob os gritos de apoio do público presente, o presidente argumentou que a atual guerra envolve não apenas uma luta territorial, mas uma questão de direitos humanos e dignidade.
Lula descreveu a escalada de violência na região da Gaza como “genocídio”, comparando-a a um massacre de um exército altamente armado contra civis. Ele criticou as ações israelenses e fez referência ao sofrimento dos palestinos, afirmando que a guerra não reflete a vontade do povo judeu nem do povo de Israel. “Essa guerra é uma vingança de um governo contra a possibilidade da criação do Estado Palestino”, declarou o presidente enquanto sublinhava que as combates têm levado à morte de muitas mulheres e crianças inocentes.
Além de abordar a situação no Oriente Médio, Lula também se manifestou contra a guerra na Ucrânia, relembrando suas conversas anteriores com o presidente russo, Vladimir Putin. O presidente brasileiro fez um apelo por paz e a necessidade de um acordo entre os dois países, ressaltando a importância de destinar recursos a causas humanitárias em vez de armamentos. “O mundo precisa de livros e não de armas”, afirmou.
Em suas considerações, Lula criticou os gastos excessivos com armamentos, mencionando que o mundo consumiu US$ 2,4 trilhões nesse setor, em contraste com os 733 milhões de indivíduos que enfrentam a fome. O presidente apontou que se esse dinheiro fosse usado para alimentar as pessoas, o problema da fome poderia ser resolvido de forma mais eficaz.
Por fim, Lula abordou a necessidade de reformas no Conselho de Segurança da ONU, argumentando que a atual estrutura falha em manter a paz e a segurança globais. Ele mencionou exemplos de intervenções unilaterais, incluindo a invasão do Iraque pelos EUA e a do Líbano pelos aliados europeus, afirmando que a falta de respeito mútuo entre os membros da ONU compromete sua credibilidade. O presidente brasileiro propôs a inclusão de países como Brasil, Alemanha, Índia, Japão, México e Argentina no conselho, buscando uma representação mais equitativa e eficaz.
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– Serviço de Emergência da Ucrânia/Divulgação via Reuters.
Lula reafirma que guerra em Gaza é genocídio e que judeus são contra
Fonte: Agencia Brasil.
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