O governo do Brasil endossou oficialmente a candidatura de Michelle Bachelet, ex-presidente do Chile, ao cargo de Secretária-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). A declaração foi emitida nesta segunda-feira, destacando a necessidade de uma liderança feminina na organização, após oito décadas de existência masculina no posto máximo.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, através de suas redes sociais, ressaltou a jornada exemplar de Bachelet, que foi a primeira mulher a assumir o posto máximo do Chile por duas vezes e também a primeira a ocupar os cargos de ministra da Saúde e da Defesa no mesmo país. Lula enfatizou o papel significativo de Bachelet no sistema multilateral, incluindo a sua contribuição na fundação e no fortalecimento da ONU Mulheres, além de seu trabalho como Alta Comissária da ONU para os Direitos Humanos.
A candidatura de Bachelet foi apresentada formalmente pelo Brasil, Chile e México, refletindo um desejo mútuo de fortalecer o sistema multilateral e de promover uma liderança capaz de enfrentar os desafios contemporâneos. O Ministério das Relações Exteriores, em nota, evidenciou a experiência de Bachelet na gestão de processos políticos complexos e sua habilidade em facilitar diálogo, características essenciais para avançar em direção a uma ONU mais eficiente e voltada para o bem-estar das pessoas.
Este endosso ocorre em um momento em que António Guterres, o atual Secretário-Geral, cumpre seu segundo mandato, que se estende até o final de 2026, com o novo líder assumindo em 1° de janeiro de 2027. O posicionamento do Brasil, junto aos demais países, reflete o compromisso com o multilateralismo, essencial para uma governança global cooperativa e respeitosa à autodeterminação dos povos.
Lula anuncia apoio à Michelle Bachelet para secretária-geral da ONU
Internacional

