EducaçãoLiminar impede avaliação de desempenho de professores em SP

Liminar impede avaliação de desempenho de professores em SP

Justiça Suspende Avaliação de Desempenho da Secretaria da Educação de SP em Vitória do Sindicato dos Professores

A Justiça de São Paulo concedeu uma liminar em favor do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) que suspende a Avaliação de Desempenho implementada pela Secretaria Estadual de Educação (Seduc). A decisão proíbe a utilização dos resultados dessa avaliação para a institucionalização de processos de não permanência de docentes. A Justiça fundamentou que a avaliação não deve ter caráter punitivo e deve ser utilizada como um instrumento de orientação para o desenvolvimento profissional, em conformidade com a legislação educacional.

A Procuradoria Geral do Estado de São Paulo informou que ainda não recebeu a intimação sobre a decisão. A Apeoesp alegou que os critérios adotados na avaliação são subjetivos e carecem de legalidade. Em nota, a professora Maria Izabel Azevedo Noronha, conhecida como Bebel, e que exerce a função de segunda presidenta da Apeoesp e deputada estadual, destacou que essa decisão esclarece a ilegalidade do modelo imposto pela Seduc, que, segundo ela, ameaça a estabilidade dos docentes em suas funções, uma vez que confere às equipes gestoras o poder discricionário de decisão sobre a permanência dos professores nas escolas.

Na terça-feira, 17, aproximadamente 8 mil professores, estudantes e representantes de outros setores participaram de uma manifestação em frente à Seduc, na Praça da República, para protestar contra as diretrizes adotadas pelo governo, incluindo a polêmica avaliação de desempenho. A Apeoesp ressaltou ainda que já está movendo ações judiciais contra outras resoluções da Seduc que penalizam professores, como critérios abusivos de assiduidade e a transferência de poder de avaliação para alunos sem a formação necessária.

A Avaliação de Desempenho, que entrou em vigor em 26 de maio, estabelece que as equipes pedagógicas, incluindo professores efetivos e não-efetivos, sejam avaliadas tanto pelos alunos quanto pelos próprios colegas. A Seduc defende que essa avaliação seja realizada em dois momentos durante o ano letivo: uma avaliação diagnóstica no primeiro semestre e uma final no segundo, com a função de subsidiar a decisão sobre a permanência dos profissionais nas escolas. Contudo, a insatisfação docente e as recentes decisões judiciais indicam um clima de tensão entre os educadores e a gestão da educação em São Paulo.

Imagens e Créditos:
As imagens foram gentilmente fornecidas por Agência Brasil, destacando a importância do contexto jornalístico nacional.

Liminar suspende avaliação de desempenho dos professores em São Paulo

Fonte: Agencia Brasil.

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