Na última segunda-feira, a Prefeitura de Cachoeiro de Itapemirim anunciou que o vice-prefeito Júnior Corrêa (PP) assumirá a titularidade do mandato em decorrência de uma licença médica de Theodorico Ferraço (PP) por oito dias. Com isso, Corrêa, que estava cotado como pré-candidato a deputado federal, não concorrerá nas eleições.
As normas eleitorais permitem que um vice-prefeito permaneça no cargo e concorra sem desincompatibilização, enquanto um prefeito precisa se afastar para se candidatar. Informações de fontes políticas indicam que Ferraço lançou Júnior como pré-candidato para “pressionar” o deputado estadual Bruno Resende (União) a não deixar sua base aliada governista. Resende, que já se articulava para a corrida federal, recuou da filiação ao Podemos, após sentir que seu projeto não teria espaço.
Theodorico Ferraço já revelou que Bruno Resende era seu candidato favorito, desde que permanecesse dentro de sua base. Na semana anterior, Ricardo Ferraço (MDB), filho de Theodorico, assumiu o governo e já se movimenta para a reeleição.
Enquanto isso, Júnior Corrêa, que recentemente deixou o partido Novo, enfrentaria desafios ao se candidatar, considerando as frequentes licenças de Ferraço, que confia nele como seu “gerente-geral.” Em Cachoeiro, a política está agitada com outros pré-candidatos chegando ao cenário eleitoral, incluindo Norma Ayub (PP), primeira-dama da cidade.
Victor Coelho (PSB), ex-prefeito e ex-secretário de Turismo, também é pré-candidato, assim como a subsecretária Lorena Vasques (PSB), que quer uma vaga na Câmara dos Deputados. Além deles, Léo Camargo, ex-vereador e candidato à prefeitura em 2024, mira a Assembleia Legislativa após ser convidado a se desfiliar do PL.
Por fim, a expectativa para as eleições de 2026 se intensifica em Cachoeiro, com diversos candidatos se movimentando no cenário político.

Foto: PMCI
Fonte: Século Diário

