Guia ComercialIBGE estima colheita de 350,4 milhões de toneladas em maio de 2026

IBGE estima colheita de 350,4 milhões de toneladas em maio de 2026

Brasil deve produzir 350,4 milhões de toneladas de grãos em 2026, aponta IBGE

A produção de cereais, leguminosas e oleaginosas no Brasil, conforme a estimativa de maio de 2026, alcançará 350,4 milhões de toneladas, representando um crescimento de 1,2% em relação a 2025. A área a ser colhida também apresenta aumento, com previsão de 83,2 milhões de hectares, embora tenha ligeiramente diminuído em comparação à estimativa anterior.

Os principais produtos desse grupo continuam a ser arroz, milho e soja, que juntos representam 92,8% da produção e 87,6% da área plantada. A soja, com produção estimada em 174,6 milhões de toneladas, é seguida pelo milho, com 139,4 milhões de toneladas. O milho 1ª safra deve produzir 29,8 milhões de toneladas, enquanto a 2ª safra está projetada para 109,6 milhões de toneladas. O arroz em casca estima 11,2 milhões de toneladas, e o trigo, 7,2 milhões.

Em comparação a 2025, os dados indicam uma expansão de 5,1% na produção de soja e 3,9% no sorgo. Contudo, outras culturas enfrentam quedas, como no caso do algodão herbáceo, que deve recuar 8,1%, e do arroz, que apresenta decréscimo de 11,4%. A área destinada à soja e milho aumentou 1,1% e 3,3%, respectivamente, enquanto a do algodão e arroz sofreu reduções significativas.

No que tange à distribuição regional, o Centro-Oeste lidera com 175,9 milhões de toneladas, representando 50,2% da produção nacional, seguido por regiões como o Sul e o Sudeste. O Mato Grosso se destaca como maior produtor nacional, com participação de 31,0% do total, seguido pelo Paraná e Rio Grande do Sul.

Adicionalmente, a previsão para o algodão herbáceo é de 9,1 milhões de toneladas, embora tenha apresentado uma redução de 8,1% em relação a 2025. Já a produção de café, com crescimento estimado de 16%, deverá atingir 4,0 milhões de toneladas, um recorde histórico para a cultura. O trigo, por sua vez, enfrenta desafios devido a preços baixos e problemas climáticos, prevendo-se uma queda de 1,2%.

Entre os demais produtos, a produção de feijão alcançará 2,8 milhões de toneladas, sem necessidade prevista de importação, enquanto a produção de gergelim deve somar 345,1 mil toneladas, refletindo a crescente importância dessa cultura no Brasil.

Em maio, IBGE prevê safra de 350,4 milhões de toneladas para 2026

Portal IBGE

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