Desemprego e Rendimento no Brasil: PNAD Contínua de Abril a Junho de 2026
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) referentes ao segundo trimestre de 2026. A pesquisa mostra que a taxa de desocupação caiu para 5,4%, uma redução em relação aos 6,1% do primeiro trimestre e 5,8% do mesmo período do ano anterior. Apesar do cenário otimista para o mercado de trabalho, o rendimento real habitual, estimado em R$ 3.738, apresenta uma leve queda de 1,5% em comparação com o último trimestre.
A população desocupada, composta por 5,9 milhões de pessoas, registrou uma queda de 10,9% em relação ao trimestre anterior, o que corresponde a 718 mil indivíduos. Em relação ao mesmo trimestre do ano passado, essa cifra também diminuiu em 6,3%, com menos 392 mil pessoas sem emprego. O número de ocupados aumentou para 103,1 milhões, refletindo um crescimento de 1,1% (1.081 mil pessoas) frente ao trimestre anterior.
O nível de ocupação na população em idade de trabalhar foi de 58,8%, apresentando um incremento em relação aos 58,2% do primeiro trimestre de 2026. A taxa de subutilização da força de trabalho, por sua vez, caiu para 12,9%, uma queda de 1,4 ponto percentual em comparação a janeiro a março de 2026, assim como também em relação ao mesmo trimestre do ano anterior.
Os dados também revelam que a população fora da força de trabalho manteve-se estável em 66,5 milhões de pessoas, embora tenha crescido 1,5% em relação ao segundo trimestre de 2025. A taxa de desalentados, que se refere àqueles que desistiram de buscar emprego, foi de 2,1%, apresentando uma leve queda em relação ao trimestre anterior e ao mesmo período do ano anterior.
Os trabalhadores com carteira registrada no setor privado totalizaram 39,4 milhões, sem variações significativas em comparação com o trimestre anterior, enquanto os sem carteira aumentaram para 13,6 milhões, um crescimento de 2,2%. Empregos no setor público também apresentaram uma leve alta de 2,6%, totalizando 13 milhões de trabalhadores.
A massa de rendimento real habitual ficou em R$ 380,3 bilhões, mantendo-se estável ao longo do trimestre, mas registrou um aumento de 3,6% em relação ao segundo trimestre de 2025. Dados de ocupação por setores mostram crescimento em atividades como transporte e administração pública, enquanto os serviços domésticos observaram uma redução no número de trabalhadores.
Esses dados da PNAD Contínua trazem uma visão detalhada do cenário atual do trabalho no Brasil, evidenciando tanto avanços quanto desafios na dinâmica do mercado de trabalho e no rendimento da população. Para mais informações, acesse o site do IBGE.
A taxa de desocupação é de 5,4% e taxa de subutilização é de 12,9% no trimestre encerrado em junho

