Banco Central Reitera Importância do Fundo Garantidor de Crédito em Cerimônia de 30 Anos
O presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, fez uma contundente defesa do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) nesta quinta-feira (13), durante a comemoração dos 30 anos do fundo, que foi criado em 16 de novembro de 1995. A celebração ocorreu no Prédio das Moedas, atual sede da B3, em São Paulo, e incluiu a inauguração da exposição “O FGC e a Rede de Proteção do Sistema Financeiro Nacional”, que ficará em exibição até 30 de setembro. Galípolo destacou a importância do FGC como um mecanismo de proteção aos pequenos investidores e estabilização do sistema financeiro nacional, ressaltando seu papel fundamental em momentos de crise, como durante a implementação do Plano Real e a crise global de 2008.
O presidente do BC criticou a pressão de instituições não bancárias que tentam utilizar as garantias do FGC para captar recursos no varejo sem ter ativos suficientes para essa operação. Segundo Galípolo, muitas empresas de pequeno e médio porte buscam atuar como bancos, mas apresentam condições menos rigorosas em suas atividades financeiras, o que os torna menos seguros. “Esse é um tipo de comportamento que não é desejável, que deve ser coibido e inibido pelos reguladores e pela gente”, afirmou Galípolo, enfatizando que a regulação do setor financeiro deve garantir igualdade de condições entre financeiros tradicionais e novos entrantes.
O presidente do Banco Central explicou que o FGC tem se mostrado essencial para a manutenção da confiança dos correntistas, principalmente em casos monumentais de fraudes, como no caso do Banco Master, que resultou em reembolsos que somam cerca de R$ 40,6 bilhões para aproximadamente 1,6 milhão de credores. Para garantir a liquidez do fundo, foi aprovado um plano de emergência que aumenta as contribuições adicionais das instituições financeiras em até 60%.
O funcionamento do FGC é baseado em reembolsos de depósitos e investimentos, limitados a R$ 250 mil por CPF ou CNPJ por instituição financeira, além de um teto global de R$ 1 milhão em indenizações por CPF ou CNPJ em um período de quatro anos. Esta estrutura visa aumentar a segurança dos investidores e preservar a confiança no sistema financeiro do país. A exposição em comemoração ao aniversário do fundo detalha suas origens, mudanças e impactos na economia nacional ao longo das últimas três décadas.
Imagem: Agência Brasil/EBC
Galípolo critica empresas que pressionam para usar FGC
Fonte: Agencia Brasil.
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