Em entrevista à TV Globo, na última sexta-feira (16), Flávio Bolsonaro, candidato à presidência pelo PL, abordou diversos temas controversos envolvendo sua campanha e a política atual. Durante a sabatina, que durou mais de 40 minutos, Bolsonaro negou qualquer tentativa de golpe de Estado em 8 de janeiro de 2023, referindo-se ao episódio como uma “farsa armada”. Foi veemente ao dizer que não buscaria reeleição se eleito, e defendeu sua solicitação de R$ 130 milhões ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, hoje preso, sustentando que na época do acordo, não havia ilegalidades envolvendo Vorcaro.
Polêmicas envolvendo sua família também surgiram. Flávio descreveu seu irmão, Eduardo Bolsonaro, como um “perseguido político” e negou que ele assumiria o cargo de Ministro das Relações Exteriores em um possível governo seu. Sobre as relações de políticos próximos com o crime organizado, Flávio expressou surpresa e reiterou a necessidade de justiça sem exceções.
Na política econômica e trabalhista, o candidato revelou apoio recente à escala 6×1 de trabalho, após conversas com trabalhadores pelo país. Ele prometeu manter todas as leis trabalhistas e propôs a classificação de facções como narcoterroristas, sem detalhar o impacto dessa medida.
Quanto ao meio ambiente, acusou o atual governo de recordistas em queimadas na Amazônia, contrariando dados do INPE. No campo da reeleição, Flávio Bolsonaro propôs uma emenda para eliminá-la a partir do próximo mandato.
Dentre os temas econômicos, destacou a possibilidade de arrecadação com a venda de imóveis públicos abandonados e a exploração de recursos naturais, alegando potenciais ganhos significativos para a redução da dívida pública.
Horas antes da sabatina, Flávio teve um encontro com diretores da Rede Globo, confirmado pela emissora como uma visita institucional, prática comum a candidatos durante o período eleitoral.
Crédito das imagens: EBC (agenciabrasil.ebc.com.br)
Em sabatina, Flávio não explica propostas e faz acusações sem provas
Política

