A redução dos casos de vírus sincicial respiratório (VSR) em crianças de até 2 anos marca uma tendência positiva em grande parte do Brasil, conforme revela o mais recente Boletim InfoGripe da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Este vírus é uma causa comum de bronquiolite nessa faixa etária, e sua diminuição tem contribuído para a redução geral das hospitalizações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) entre os pequenos. Atualmente, apenas cinco estados ainda registram índices alarmantes da doença.
Os dados coletados pela Fiocruz apontam que Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul são as unidades federativas onde a incidência de SRAG ainda é considerada preocupante. Nessas regiões, persiste um cenário de alerta, risco ou alto risco com uma tendência de aumento nos casos a longo prazo.
Entre as outras faixas etárias, destaca-se a diminuição dos casos de SRAG relacionados ao influenza A em adultos e idosos, enquanto nos jovens de 5 a 14 anos, a redução é atribuída principalmente à queda nos casos graves de rinovírus.
Segundo o InfoGripe, permanece essencial a continuidade das medidas de prevenção, como a prática de higiene respiratória e a manutenção do calendário de vacinação atualizado. Estas são estratégias cruciais para controlar a disseminação de vírus respiratórios.
O estudo ainda ressalta a tendência de maior impacto nas extremidades das faixas etárias, com crianças até 2 anos e idosos a partir de 65 anos sendo os mais afetados. A mortalidade nessa última faixa etária é frequentemente causada pelo vírus influenza A, para o qual existe vacina disponível gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Este ano, já foram notificados 115.203 casos de SRAG no país, sendo que 52,3% foram confirmados como casos de infecção por algum vírus respiratório. O VSR continua sendo predominante entre os vírus identificados, seguido pelo rinovírus e influenza A.
Manter-se informado sobre as recomendações de saúde e seguir as diretrizes de prevenção são passos importantes para proteger a saúde pública, especialmente das populações mais vulneráveis.
(Nota: O conteúdo visual mencionado provém da Agência Brasil – EBC, entretanto, sua representação visual não é aplicável a este texto.)
Incidência de VSR em crianças de até 2 anos está em queda, diz Fiocruz
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