Prisão de jornalista em São Paulo provoca reações nas entidades de jornalismo
Em São Paulo, a prisão em regime aberto de Luan Araújo, determinada pelo Juizado Especial Criminal do Foro de Barra Funda, gerou manifestações de repúdio por parte de entidades ligadas ao jornalismo. O jornalista foi condenado por não pagar uma indenização de R$ 2,2 mil por difamação à ex-deputada federal Carla Zambelli. O juiz José Fernando Steinberg justificou a prisão pela falta de pagamento da prestação pecuniária imposta a Araújo, que está desempregado.
A crítica de Araújo a Zambelli, publicada em 2022, apontava a então deputada como integrante de uma “seita de doentes de extrema direita”. A Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial de São Paulo e a Comissão Nacional de Jornalistas pela Igualdade Racial da Federação Nacional dos Jornalistas expressaram seu descontentamento através de uma nota pública, repudiando a decisão judicial.
Araújo expressou sua tristeza e dificuldades através de um comunicado, mencionando seu desemprego e problemas psicológicos, além de se mostrar descrente quanto à justiça após sua condenação e a da ex-deputada, que foi considerada culpada pelo Supremo Tribunal Federal por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal. Zambelli chegou a ser alvo de pedido de extradição, porém, foi rejeitado pela Justiça italiana. Araújo segue na busca por justiça e apoio financeiro para enfrentar o caso.
A prisão de Araújo levanta questões importantes sobre liberdade de expressão e as condições da prática jornalística no Brasil. O caso continuará a ser acompanhado de perto pelas entidades de jornalismo e pela sociedade civil.
Entidades repudiam prisão de jornalista perseguido por Zambelli
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