Onze Brasileiros Capturados em Flotilha Humanitária Rumo a Gaza por Israel
Ao menos dez brasileiros e um argentino residente no Brasil foram capturados nesta quarta-feira (1º) por forças israelenses durante a interceptação da Global Sumud Flotilla, uma ação humanitária que visava romper o bloqueio de Gaza. A flotilha, composta por cerca de 50 embarcações, tinha como objetivo levar ajuda vital para a população, incluindo alimentos, água potável, medicamentos e brinquedos. Entre os detidos estão o ativista brasileiro Thiago Ávila e a deputada federal Luizianne Lins (PT-CE), que estavam a bordo da embarcação interceptada. A lista dos brasileiros detidos inclui nomes como Ariadne Catarina Cardoso Teles e Magno De Carvalho Costa, entre outros.
A delegação brasileira, que conta com 17 integrantes, faz parte de um movimento internacional que reúne mais de 500 pessoas de várias nacionalidades e se identifica como uma ação pacífica e não violenta em solidariedade à situação humanitária em Gaza, marcada por crises severas após anos de conflito. A Anistia Internacional no Brasil emitiu uma nota afirmando que a captura das embarcações por Israel é ilegal, uma vez que nenhuma norma do direito internacional autoriza ataques a embarcações em livre navegação em águas internacionais. A organização enfatiza que a missão da flotilha é pacífica e legal, cobrando dos países uma passagem segura até Gaza para que a ajuda humanitária chegue.
Ativistas e familiares dos detidos realizam uma vigília em São Paulo, na Al Janiah, um espaço cultural fundado por refugiados palestinos, onde pedem ao governo brasileiro apoio na segurança dos capturados e o rompimento das relações comerciais com Israel. Informações preliminares indicam que, até as 20h30, pelo menos 178 integrantes da flotilha haviam sido capturados. A ambientalista Greta Thunberg também confirmou estar entre os detidos.
A flotilha relatou, por meio de suas redes sociais, que estava sendo agredida pelas forças israelenses e que as comunicações e transmissões ao vivo foram cortadas, o que gerou preocupações sobre a situação dos tripulantes. O Ministério das Relações Exteriores de Israel justificou a ação, alegando que os barcos estavam se aproximando de uma “zona de combate ativa” e violando um bloqueio legal. Por sua vez, a flotilha respondeu que a interceptação foi “ilegal” e que continuaria em contato com autoridades internacionais para garantir a liberação e segurança dos membros.
Essa é a mais recente tentativa de romper o bloqueio israelense em Gaza, uma região que, após mais de dois anos de conflitos, enfrenta uma grave crise humanitária. A flotilha pretendia chegar a Gaza na manhã do dia 2, mas a interceptação frustrou esses planos.
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Dez brasileiros estão entre capturados na Flotilha de ajuda a Gaza
Fonte: Agencia Brasil.
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