Mais da metade dos graduados em EAD têm desempenho insuficiente, revela Enade 2025
BRASÍLIA — O Ministério da Educação (MEC) divulgou nesta quarta-feira (20) um levantamento preocupante sobre o desempenho dos estudantes de cursos de licenciatura a distância (EaD). Segundo os resultados do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) de 2025, 53,1% dos concluintes na modalidade EaD tiveram desempenho considerado insuficiente. Enquanto isso, a performance dos formandos de cursos presenciais foi significativamente superior, com 73,9% avaliados como proficientes.
Os resultados são parte de uma análise mais ampla que incluiu 1.127 cursos EaD e 3.420 presenciais, além de 401 cursos com menos de dois alunos que não receberam classificação no Enade. De todos os cursos avaliados, aproximadamente 56,8% alcançaram conceitos 3, 4 e 5, indicando um desempenho de pelo menos 60% na prova, enquanto 35% receberam notas 1 e 2, consideradas insatisfatórias.
O ministro da Educação, Leonardo Barchini, em coletiva na sede do MEC, em Brasília, anunciou medidas regulatórias importantes, incluindo a extinção dos cursos de licenciatura EaD até maio de 2027, com uma transição para modelos semipresenciais. “Essa medida é crucial para garantir que a formação dos futuros professores seja mais consistente e alinhada com as necessidades educacionais do país”, explicou Barchini.
Foto: Fábio Nakakura/Ministério da Educação
(20-05-2026 – O ministro da Educação, Leonardo Barchini, durante apresentação dos resultados do Enade das Licenciaturas de 2025)
A secretária de Regulação e Supervisão da Educação Superior, Marta Abramo, mostrou-se otimista com os resultados e enfatizou a importância dos novos formatos de avaliação para melhorar a supervisão e a fiscalização da qualidade dos cursos superiores. “Estamos estabelecendo um novo marco na educação superior que será fundamental para a evolução constante da qualidade do ensino”, afirmou Abramo.
As mudanças vêm em um momento crítico, onde cursos com conceitos Enade 1 e 2 passarão por um monitoramento sistemático pelo MEC, com o objetivo de elevarem seus padrões até o fim do período de transição. Além disso, as novas regulamentações incluem a suspensão da renovação automática de reconhecimento dos cursos, que agora devem passar por avaliações in loco.
Estas iniciativas refletem o esforço contínuo do MEC para reforçar a qualidade da educação superior no Brasil, visando não apenas a formação de profissionais qualificados, mas também a preparação de educadores capazes de contribuir significativamente para a educação básica do país.
Formação de professores a distância mostra desempenho 53,1% inferior
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