À medida que o mundo enfrenta fenômenos climáticos intensos, como temporais e secas, cresce o impulso para soluções inovadoras no campo das tecnologias climáticas. Tais tecnologias visam não apenas proteger o meio ambiente, mas também acelerar a mitigação dos efeitos das mudanças climáticas e aumentar a resiliência das infraestruturas frente a esses desafios.
O setor de tecnologia verde tem se destacado por integrar inovação com sustentabilidade, oferecendo respostas rápidas aos efeitos adversos das mudanças climáticas. Yago Freire, consultor do Laclima, enfatiza que essas tecnologias reduzem emissões e utilizam recursos de maneira sustentável, focando principalmente na resiliência.
De acordo com projeções, até 2030 este setor deverá gerar oportunidades econômicas significativas, com a possibilidade de alcançar uma economia de custos na ordem de US$ 800 bilhões globalmente, por meio de eficiência hídrica, energética e circularidade de materiais.
Em 2025, durante a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30) em Belém, foi decidida a criação do Programa de Implementação de Tecnologia (TIP). O intuito é expandir o acesso às tecnologias climáticas em países em desenvolvimento, fortalecendo seus sistemas nacionais de inovação e criando ambientes políticos e regulatórios mais robustos.
No contexto financeiro, os dados da Net Zero Insights revelam que a América Latina recebeu menos de 1% do total global investido em tecnologia climática em 2024. Mesmo assim, o Brasil, que recebeu R$ 2 bilhões, mostrou um mercado interno robusto, criando mais de 5 mil empregos diretos e indiretos no setor de climatechs.
Ana Himmelstein, diretora executiva do Fórum Brasileiro de Cimatechs, destaca a necessidade de maior coordenação e financiamento para desbloquear o potencial do Brasil no desenvolvimento de tecnologias climáticas. O país já possui uma ampla biodiversidade e instituições de pesquisa de ponta, mas ainda é necessário maior engajamento internacional.
As climatechs brasileiras já desempenham um papel crucial, especialmente no agronegócio, um dos principais motores de crescimento do PIB brasileiro. Movimentos estão sendo feitos junto ao Ministério de Pequenos e Médias Empresas (MEP) e ao BNDES para otimizar o financiamento e atração de investimentos para estas startups, que estão agrupadas em oito eixos de atuação, tais como energia biocombustível e agricultura.
Conforme Zé Gustavo Favaro, do Fórum Brasileiro de Cimatechs, é imprescindível entender e adaptar os regulamentos aos mercados que essas startups penetram, visando alinhar inovação com regulação e promover uma transformação significativa na civilização com uma nova mentalidade de mercado e comportamento.
Os avanços na tecnologia climática no Brasil e no mundo destacam um compromisso crescente com o meio ambiente e uma economia mais verde, incentivando uma reação proativa às mudanças climáticas e seus impactos globais.
Crescimento de demanda por tecnologia climática gera oportunidades
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