Cuba Descreve Bloqueio dos EUA como “Política Genocida” e Luta por Sustentabilidade Energética
O embaixador de Cuba no Brasil, Adolfo Curbelo Castellanos, reafirmou a gravidade do bloqueio econômico e energético imposto pelos Estados Unidos à ilha caribenha, classificando-o como uma “política genocida”. Em uma entrevista exclusiva à Agência Brasil, o diplomata expôs a dura realidade enfrentada por Cuba, 66 anos após a imposição do embargo, e ressaltou que as medidas norte-americanas visam comprometer os meios de subsistência da população cubana. A situação se agravou consideravelmente após uma nova Ordem Executiva, assinada pelo ex-presidente Donald Trump, que reafirma Cuba como uma “ameaça” à segurança nacional dos EUA.
Curbelo destacou a impossibilidade de Cuba importar petróleo devido às novas sanções, que proíbem mesmo a compra de combustíveis de países que tenham relações comerciais com a ilha. Segundo ele, “sem energia, tudo fica comprometido”, insinuando um cenário devastador para hospitais, sistemas de transporte e produção de alimentos. As ações recentes de Trump, que incluem tarifas comerciais severas sobre importações de petróleo, intensificaram uma crise energética crítica que, até 2023, existia apenas em 20% da capacidade de abastecimento da ilha.
O embaixador apontou que o regime cubano enfrenta o que classifica como uma “guerra não convencional”, levando a severas austeridades em níveis de vida. O governo cubano efetua uma transformação da matriz energética, investindo na energia solar para mitigar a dependência externa. Em um esforço para aumentar a capacidade de geração, Cuba conseguiu, no ano passado, instalar painéis solares suficientes para produzir 1.000 megawatts, representando 10% da energia total gerada no país.
Curbelo também respondeu ao bloqueio energético que impactou diretamente o turismo, uma vital fonte de receitas para Cuba, dando origem à suspensão de voos por falta de combustível. Ele criticou a tentativa dos EUA de interromper o fluxo de turistas, afirmando que essa ação é parte de uma estratégia ampla para privar a população cubana de seus meios de subsistência.
No cenário internacional, o embaixador elogiou a crescente rejeição à política dos EUA, mencionando o apoio de diversas nações, incluindo a doação de 70 mil toneladas de arroz pela China e ajuda humanitária enviada pelo México. Apesar das dificuldades, Curbelo reafirmou a disposição de Cuba em manter relações respeitosas com os EUA, manifestando, entretanto, que a soberania cubana é inegociável.
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Embaixador de Cuba chama de genocídio medidas de Trump sobre petróleo
Fonte: Agencia Brasil.
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