30 de janeiro de 2026
Meio AmbienteConflitos e disputas na Amazônia são mapeados em novo estudo.

Conflitos e disputas na Amazônia são mapeados em novo estudo.

Amazônia em Disputa: Novo Relatório Revela Conflitos e Vulnerabilidades na Região

A Amazônia, reconhecida globalmente por sua biodiversidade exuberante e importância crucial na regulação climática, enfrenta novos desafios. Um recente relatório intitulado Amazônia em Disputa, lançado nesta semana em Bogotá, Colômbia, traz à luz as complexas dinâmicas que ameaçam a sobrevivência dessa vasta região. Produzido por uma parceria entre o Instituto Igarapé, a União Europeia e a Fundação para a Conservação e o Desenvolvimento Sustentável (FCDS), o estudo focaliza a parte noroeste da Amazônia, uma área de fronteira que abrange os limites geográficos e políticos de cinco países: Brasil, Colômbia, Venezuela, Equador e Peru. O documento aponta não apenas para as belezas naturais, mas também para os intensos conflitos que permeiam a área, destacando quatro tipos principais de disputas: ambientais, criminais, de capital e institucionais.

Especificamente, o relatório mapeia os danos ambientais resultantes do desmatamento e queimadas, a influência de grupos armados nas economias ilícitas e a fragilidade da governança local. Com mais de 16 grupos armados ilegais ativos em 69% dos municípios da Amazônia, a violência, especialmente nas regiões de Putumayo, Madre de Dios e Sucumbíos, surge como um dos mais sérios problemas enfrentados por comunidades locais, incluindo populações indígenas e ribeirinhas. A ausência do Estado, associada à presença de redes criminosas, torna essa área uma das mais perigosas do mundo para defensores ambientais, como evidenciado pelos alarmantes dados de homicídios registrados em 2023.

O estudo não só classifica essas disputas, mas também identifica cinco áreas de fronteira que apresentam dinâmicas específicas de conflitos. Entre elas, regiões no Brasil como guiania–Orinoco e Mitú–Taraira, que se caracterizam pela baixa presença estatal e a pressão de atividades ilícitas, como narcotráfico e garimpo ilegal. A diretora de pesquisa do Instituto Igarapé, Melina Risso, enfatiza a necessidade urgente de uma atuação coordenada entre os países amazônicos e ressalta o papel da 5ª Cúpula de Presidentes do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA), que ocorre amanhã em Bogotá, como uma oportunidade crucial para a criação de estruturas governamentais mais robustas e eficazes.

O relatório evidência que as soluções para os desafios multifacetados da Amazônia não são simples e exigem uma abordagem integrada, que considere tanto a segurança pública quanto alternativas econômicas sustentáveis. Com mais da metade dos assassinatos de defensores ambientais de 2023 ocorrendo na Amazônia, a urgência de uma resposta coordenada e abrangente se torna mais evidente.

Estudo mapeia disputas e conflitos nas fronteiras da Amazônia

Fonte: Agencia Brasil.

Meio Ambiente

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