A crise no Líbano, que já dura duas semanas, está deixando marcas profundas, especialmente entre as crianças, com uma média diária de vítimas infantis equivalente a uma sala de aula. Segundo Ted Chaiban, vice-diretor executivo do UNICEF, as consequências devastadoras incluem mortes e ferimentos graves. O Ministério da Saúde do Líbano reporta que, desde o início dos confrontos em 2 de março, ataques israelenses resultaram em pelo menos 111 crianças mortas e 334 feridas.
Desde que o conflito eclodiu, após envolvimento do Hezbollah, os ataques israelenses já provocaram mais de 900 mortes no Líbano, deslocando mais de um milhão de pessoas, incluindo cerca de 350 mil crianças, conforme dados do governo libanês. A situação das crianças é particularmente crítica, pois além dos impactos diretos dos conflitos, o colapso financeiro que o Líbano sofreu em 2019 e outros eventos subsequentes, como a explosão no porto de Beirute em 2020 e a pandemia de COVID-19, contribuíram para uma já fragilizada estrutura educacional.
Atualmente, muitas dessas crianças e suas famílias encontraram refúgio em escolas públicas, lugares estes que já serviram de abrigo durante confrontos anteriores entre o Hezbollah e Israel. Assim, há uma urgência contínua em garantir educação e estabilidade para esses jovens, mesmo em condições tão adversas.
Ted Chaiban reitera a necessidade de desescalar a situação e buscar uma solução política para a guerra, visando minimizar os impactos devastadores sobre a população civil, especialmente as crianças, que têm pagado o preço mais alto neste conflito. Ele destaca que é fundamental encontrar maneiras de manter a educação desses jovens, garantindo que sua aprendizagem prossiga apesar das circunstâncias.
Guerra deixa salas de aula com crianças feridas ou mortas diariamente
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