A cidade de Sena Madureira, no Acre, foi cenário de uma operação conjunta entre a Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União nesta quinta-feira, acusada de irregularidades em licitações e possível desvio de verbas públicas. A intervenção, autorizada pelo Supremo Tribunal Federal, resultou no cumprimento de 14 mandados de busca e apreensão em locais estratégicos do Acre e do Distrito Federal.
As ações incluíram também quebras de sigilos bancário e fiscal dos envolvidos, suspeitos de pertencerem a uma organização criminosa e cometerem delitos como corrupção e lavagem de dinheiro. Denúncias apontam para fraudes especialmente na contratação de serviços sem licitação para a ExpoSena, uma feira agropecuária realizada em setembro de 2024. A prefeitura firmou contrato de R$ 1,3 milhão para três shows musicais, valor considerado muito acima do mercado, indicando um sobrecusto superior a R$ 900 mil.
O método de pagamento também levantou suspeitas, com a prefeitura realizando o pagamento integral dois meses antes dos eventos programados, prática vedada por lei, que exige que pagamentos sejam feitos após a prestação dos serviços. Investigações preliminares sugerem que a empresa contratada para a organização dos shows pode ter atuado apenas como intermediária, sem possuir representação oficial dos artistas, o que fere a legislação vigente.
A equipe de reportagem da Rádio Nacional, vinculada à Empresa Brasil de Comunicação (EBC), procurou obter mais informações junto à CGU e à Prefeitura de Sena Madureira sobre as investigações e medidas tomadas, mas, até o fechamento desta edição, não obteve retorno. A situação continua a ser monitorada, aguardando-se novos desenvolvimentos que possam esclarecer todos os fatos relacionados a esta operação.
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