CulturaBrics defende renegociação de dívidas no G20

Brics defende renegociação de dívidas no G20

Na recente Declaração de Líderes do Brics, assinada neste domingo (6) por membros e associados do grupo, surge uma contundente defesa pela renegociação das dívidas de economias de renda baixa e média. O documento, elaborado durante a 17ª Reunião de Cúpula no Rio de Janeiro, encoraja o uso do mecanismo proposto pelo G20, mirando uma abordagem mais harmoniosa e eficaz no que tange ao endividamento internacional.

O texto ressalta as crescentes vulnerabilidades financeiras que emergiram dos recentes choques econômicos globais, exacerbadas por juros altos e um acesso mais restrito ao crédito internacional. Em um chamado ao Marco Comum do G20 para Tratamento da Dívida, os países do Brics buscam garantir negociações que envolvam não só governos e credores privados, mas também importantes instituições financeiras multilaterais, como o Banco Mundial e o Banco do Brics.

A declaração ainda propõe a criação de um sistema de garantias multilaterais que, se implementado, poderá oferecer condições mais favoráveis para empréstimos externos, aliviando o peso financeiro sobre os países mais atingidos. Este sistema poderia consolidar ativos internacionais como uma forma de segurança contra inadimplências, possivelmente resultando em menores taxas de juros.

Além disso, o documento final dos líderes faz menção a outros arranjos financeiros discutidos anteriormente, como a ampliação do Acordo de Reservas Contingentes, que desde 2014 serve como um suporte mútuo em tempos de crise financeira. Estas medidas, segundo os ministros de Finanças e presidentes dos Bancos Centrais, também poderiam incluir novas moedas para dar mais robustez ao mecanismo.

Por último, a reunião em solo brasileiro, com a presença de representantes dos 11 países-membros que representam quase a metade da população global e uma parcela significativa da economia mundial, reforça a relevância do Brics no cenário econômico internacional. As resoluções da cúpula do Brics, que agora incluem países como Irã e Arábia Saudita, são decisivas para direcionar o curso das economias emergentes nos próximos anos.

Créditos das imagens: Ministério das Comunicações do Brasil.

Brics pede renegociação de dívidas de países pobres dentro do G20

Agência Brasil

Economia

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