Brasil Busca Acordo Tarifário com os EUA para Evitar Sobretaxa de 25%
O governo brasileiro está intensificando esforços para negociar um acordo tarifário com os Estados Unidos, a fim de evitar a implementação de uma nova sobretaxa de 25% sobre importações brasileiras. A recomendação para essa imposição foi apresentada pelo Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) e torna-se um grande ponto de tensão nas relações econômicas entre os dois países. O governo brasileiro vê a possibilidade de chegar a um entendimento que beneficie ambas as partes, mesmo diante da dificuldade das negociações. A intenção é resolver a questão antes do novo prazo estabelecido pelo USTR, que é 15 de julho, após um prazo inicial que se encerrava neste domingo (7).
A proposta do USTR se baseia em uma investigação conduzida sob a Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA. De acordo com o escritório, o Brasil teria adotado práticas comerciais “desleais”, principalmente relacionadas a interferências no sistema de pagamento brasileiro, o Pix, em favor de empresas de tecnologia dos EUA. O governo brasileiro refuta essas alegações, considerando-as infundadas e uma tentativa de ingerência nos assuntos internos. Além disso, apresenta um argumento econômico, destacando que a tarifa média aplicada pelo Brasil às importações dos EUA é de apenas 2,7%, o que não justificaria a imposição de tarifas adicionais.
Os desafios nas negociações são múltiplos. Uma das maiores dificuldades é a agenda cheia dos EUA, incluindo outras negociações comerciais globais e questões complexas como o conflito no Oriente Médio. A possibilidade de um encontro entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Joe Biden em momentos como o G7, que ocorrerá na França entre 15 e 17 de junho, poderia auxiliar nos diálogos, mas ainda não há confirmação de um encontro bilateral.
Adicionalmente, os EUA têm imposto uma taxação de 10% a 12,5% a 60 países, argumentando que essas nações não combatem efetivamente o trabalho análogo à escravidão. Essa nova taxação é vista pelo governo brasileiro como uma arma retórica, dificultando ainda mais o cenário de negociações, já que atinge uma ampla gama de países, incluindo aliados tradicionais dos EUA.
Os próximos dias prometem ser cruciais para determinar o futuro das relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos, com ambas as partes buscando um entendimento que evite repercussões econômicas significativas.
Brasil quer convencer EUA de que acordo seria melhor que taxar em 25%
Fonte: Agencia Brasil.
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