O Botafogo anunciou uma mudança em sua estrutura acionária, controlando agora mais de 99% da Sociedade Anônima do Futebol (SAF). A decisão, que ocorreu em meio a uma fase de desafios financeiros e administrativos, foi anunciada nesta terça-feira (27) e representa uma alteração significativa na relação do clube com a Eagle Bidco, grupo associado ao investidor John Textor. Este movimento visa reforçar o caixa da SAF, especialmente para garantir o pagamento de salários.
A operação, conforme noticiado pela Band, foi viabilizada após a Eagle Bidco optar por não exercer seu direito de preferência na compra de novas ações, o que permitiu ao Botafogo subscrever as ações restantes. A assembleia que aprovou o aumento de capital aconteceu em 24 de setembro, e a conclusão do processo se deu em 25 de outubro.
O que motivou a mudança acionária?
A desistência da Eagle Bidco em participar do aumento de capital fez com que a associação do Botafogo pudesse avançar na aquisição das ações disponíveis. Com isso, o clube social passou a deter uma participação praticamente total na SAF. Esse novo cenário possibilita à associação aumentar sua influência nas decisões estratégicas e garantir os recursos necessários para operar a empresa de maneira sustentável.
A mudança na estrutura acionária acarreta em uma redução significativa da participação da Eagle Bidco na SAF. O grupo de John Textor, ao abrir mão do aumento de capital, permitiu que a associação alvinegra assumisse a maioria das ações. Apesar disso, a diminuição na participação acionária não encerra as disputas administrativas e jurídicas que ainda podem afetar a SAF, conforme ressaltado pela própria empresa.
A situação financeira e o foco no pagamento de salários
A necessidade de garantir recursos financeiros imediatos foi um fator central para a decisão de reestruturação acionária. De acordo com a nota divulgada, o montante proveniente da operação busca assegurar o cumprimento das obrigações da SAF, destacando o compromisso com a folha salarial dos funcionários.
Embora essa ação represente um avanço em relação à disponibilidade de recursos, a condição financeira do clube ainda enfrenta desafios. A operação é um passo em direção ao atendimento das necessidades financeiras imediatas, enquanto a administração continua focada em encontrar um equilíbrio entre receitas e despesas.
O futuro da SAF do Botafogo
Com a nova configuração acionária, o Botafogo se posiciona de forma predominante na estrutura de capital da SAF. A avaliação das ações foi realizada pela Meden Consultoria, uma empresa que colabora com a SAF desde 2021. O clube afirmou que todo o processo respeitou as formalidades jurídicas e contratuais. A reorganização acionária é parte das medidas que visam sustentar a recuperação judicial e buscar uma maior estabilidade nas finanças do clube.
Foto: Arthur Barreto/BFR

