O Senado aprovou em agosto de 2025 três novos diretores para a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), incluindo o economista Leandro Safatle como diretor-presidente, sucedendo Antônio Barra Torres. Safatle assume o cargo em um período de intensas descobertas e transformações no setor de saúde, porém enfrenta desafios relacionados à agilidade dos processos regulatórios internos.
Em sua primeira entrevista como presidente, concedida à Agência Brasil, Safatle destacou a crescente inovação em saúde desenvolvida dentro do Brasil, exemplificada pelo início dos estudos clínicos da polilaminina, um medicamento para tratar lesões na medula espinhal, totalmente desenvolvido por pesquisadores nacionais. “Estamos falando de uma pesquisa nacional feita por uma pesquisadora de uma universidade pública”, enfatizou Safatle, evidenciando a importância da inovação local para atender às demandas específicas do país.
A Anvisa também iniciou suas atividades no Comitê de Inovação em dezembro, focado em acelerar a análise de produtos e tecnologias considerados prioritários para a saúde pública brasileira. Quatro produtos inovadores já estão sob o escopo deste comitê: polilaminina, uma vacina contra Chikungunya, o método Wolbachia para combater a dengue, e endopróteses.
Além disso, Safatle comentou sobre as recentes medidas adotadas pela Anvisa para otimizar as filas de análises processuais. A agência esperar reduzir pela metade estas filas em seis meses, e normalizar os pedidos em um ano, através de uma série de ações estratégicas e uma força-tarefa dentro da agência, sem comprometer o rigor técnico dos processos.
A busca pelo reconhecimento internacional como autoridade sanitária de referência também está na agenda da Anvisa para 2026. Este anseio é parte de um processo de qualificação junto à Organização Mundial da Saúde (OMS), posicionando a Anvisa ao lado das principais agências reguladoras globais.
O presidente da Anvisa, Leandro Safatle, durante a entrevista exclusiva à Agência Brasil, em Brasília. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil. Imagem fornecida.
Anvisa quer reduzir fila de análises e priorizar inovações nacionais
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