EducaçãoAlfabetização elevada facilita navegação e compras no digital

Alfabetização elevada facilita navegação e compras no digital

Alfabetismo Digital: Desafios e Avanços na Era da Informação

Uma nova pesquisa do Indicador de Alfabetismo Funcional (Inaf), divulgada nesta segunda-feira (5), revela que mesmo entre as pessoas com melhores habilidades de leitura e escrita, a navegação no ambiente digital ainda apresenta desafios significativos. Apesar de 40% dos alfabetizados proficientes enfrentarem dificuldades em tarefas cotidianas na internet, a pesquisa também destaca como a alfabetização digital é essencial na sociedade moderna, onde atividades como realizar compras online ou preencher formulários são cada vez mais comuns.

O Inaf, que classifica os brasileiros em cinco níveis de alfabetização (analfabeto, rudimentar, elementar, intermediário e proficiente), expandiu sua análise para incluir a competência digital pela primeira vez. Os resultados mostram que 95% dos analfabetos estão classificados no nível baixo em alfabetismo digital, conseguindo apenas realizar tarefas limitadas. No nível elementar, 67% estão no nível médio, com um percentual de 18% relatando que o ambiente digital traz mais dificuldades do que facilidades.

A pesquisa, conduzida entre uma amostra de 2.554 brasileiros de 15 a 64 anos, revelou que, entre os proficientes, 60% possuem alta capacidade de lidar com as ferramentas digitais. Entretanto, 40% ainda apresentam desempenho considerado médio ou baixo, o que acende um alerta sobre a necessidade de programas de capacitação em tecnologias.

De acordo com Esmeralda Macana, coordenadora do Observatório da Fundação Itaú, as habilidades digitais são cruciais para a inserção social, uma vez que muitos serviços, incluindo transferências de renda e agendamentos médicos, ocorrem exclusivamente por meio digital. A desigualdade identificada na educação reflete-se também no acesso e na utilização das tecnologias digitais, como destaca Roberto Catelli, coordenador da área de educação de jovens e adultos da Ação Educativa. Catelli enfatiza que o letramento digital não pode ser visto como uma solução isolada, pois as disparidades de acesso aos recursos tecnológicos perpetuam as desigualdades educacionais.

O estudo, que marca a reinstituição do Inaf após seis anos, foi coordenado pela Ação Educativa em parceria com diversas instituições e organizações, incluindo a Unesco e o Unicef.

Alto nível de alfabetização facilita tarefas no mundo digital

Fonte: Agencia Brasil.

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