Rio de Janeiro Anuncia Redução no Preço do Gás Natural Veicular
O governo do estado do Rio de Janeiro oficializou um acordo com a Petrobras e a Naturgy, concessionária de distribuição de gás, que promete redução significativa no preço do gás natural veicular (GNV), estimada em cerca de 6,5%. A medida também visa diminuir os custos do gás de cozinha e do gás destinado às indústrias, beneficiando um total de 1,5 milhão de motoristas que utilizam veículos movidos a gás. A iniciativa surge em um contexto de aumento constante nos preços dos combustíveis, especialmente diante da escalada internacional dos preços dos derivados de petróleo, desencadeada por tensões geopolíticas em regiões produtoras.
O cálculo exato da nova tarifa ainda será definido pela Naturgy e deverá ser submetido à Agência Reguladora de Energia e Saneamento Básico do Estado do Rio de Janeiro (Agenersa) para validação. Assim que a nova tarifa for aprovada, o além da redução de 6,5% no GNV, espera-se que o gás industrial diminua em 6% e o gás de cozinha em 2,5%. O aditivo do contrato com a Naturgy foi homologado pela Agenersa no dia 14 de setembro e os detalhes do acordo serão publicados no Diário Oficial do Estado na próxima semana.
Segundo a Secretaria de Estado de Energia e Economia do Mar, que atuou como mediadora do acordo, essas novas tarifas têm “efeito potencial de política pública energética”. O estado do Rio de Janeiro é considerado o principal mercado de GNV no Brasil, devido à presença das maiores bacias produtoras e às vantagens fiscais, como o desconto no IPVA para motoristas de veículos a gás. Em 2025, a produção de gás natural no estado correspondeu a 76,90% do total do país, conforme dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis.

Contexto Internacional
A redução nos preços do gás ocorre em meio a uma escalada nos preços internacionais do petróleo, causada por tensões no Irã e bloqueios no Estreito de Ormuz, uma rota essencial para o transporte de petróleo e gás. A guerra na região provocou um aumento superior a 40% nos preços do óleo cru em questão de semanas, impactando economias globais, incluindo a brasileira.
Curiosamente, apesar da alta nos preços internacionais, o GNV conseguiu registrar uma queda de 1,24% em abril, enquanto a gasolina teve um aumento de 1,86%. Analistas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sugerem que a dependência menor do GNV em relação às importações pode ter contribuído para essa resistência a aumentos bruscos de preços.
Aumentos na Produção e Impactos Diretos
A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou que aumentar a produção de gás é uma prioridade para a companhia, apontando que um incremento na produção pode levar à redução dos preços. Desde que assumiu o comando da empresa, a produção de gás natural aumentou de 29 milhões de metros cúbicos por dia para entre 50 e 52 milhões, uma prática que favorece a oferta e, consequentemente, os preços.
Além disso, o gás natural desempenha papel crucial na produção de fertilizantes, e Magda anunciou a reativação de uma fábrica de fertilizantes da Petrobras em Camaçari, na Bahia, como resultado do gás mais barato. Com três fábricas em operação e uma quarta em andamento, a Petrobras prevê atender 20% da demanda nacional de fertilizantes.
O Brasil é um dos principais consumidores de fertilizantes do mundo, importando cerca de 80% do que utiliza. Os fertilizantes são essenciais para aumentar a produção agrícola, favorecendo o crescimento das plantas e, assim, contribuindo para a segurança alimentar.
Rio, Petrobras e concessionária fecham acordo para baixar preço do gás
Fonte: Agencia Brasil.
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