A cada 72 segundos, uma pessoa no Brasil perde a vida devido a doenças cardiovasculares. Dados recentes divulgados pela Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) e pela World Heart Federation (WHF) indicam que, apenas em 2026, o país registrou 318.945 mortes ligadas a essas condições, o que representa cerca de 50 óbitos por hora.
A nova plataforma Hub de Doenças Cardiovasculares, lançada pelas instituições, compila dados de mortalidade do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) e estimativas epidemiológicas do Global Burden of Disease (GBD) 2023. Utilizando também estimativas populacionais do DataSUS e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), essa ferramenta visa fornecer um panorama abrangente sobre a situação das doenças cardiovasculares no Brasil.
A série histórica da SBC, que abrange o período de 2000 a 2024, e as projeções futuras sinalizam um aumento preocupante nas mortes por doenças cardiovasculares, com uma estimativa de crescimento de 10,8% até 2030. O cardiologista Antonio Luiz Pinho Ribeiro, coordenador da plataforma, destaca que essas projeções refletem tendências das últimas duas décadas, podendo variar dependendo das políticas de saúde e mudanças no perfil de risco da população brasileira.
Intervenções como o controle de hipertensão, diabetes, redução do tabagismo, combate à obesidade e sedentarismo, bem como a melhoria no atendimento de emergências cardíacas, são cruciais para alterar essa trajetória. Esforços anteriores já têm resultados palpáveis; a taxa de mortalidade em 2024 era de 195 óbitos a cada 100 mil habitantes, um declínio de 36% desde o ano 2000.
Diferenças regionais também são reveladas pelo Hub, com Alagoas liderando o índice de mortes por doenças cardiovasculares, seguido por Amapá e Mato Grosso do Sul. O Hub foi apresentado oficialmente durante o 81º Congresso Brasileiro de Cardiologia, no Rio de Janeiro, e é uma ferramenta valiosa para a divulgação de informações importantes para a saúde pública, permitindo a visualização de dados por estado, sexo e faixa etária, e oferecendo recursos avançados de visualização e comparação para profissionais da área de saúde e pesquisadores.
A cada 72 segundos, uma pessoa morre por doença cardiovascular no país
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