O Ministério da Saúde intensifica sua vigilância sobre os efeitos das queimadas na saúde pública no Amazonas, em resposta à declaração de emergência decretada pelo estado em 36 municípios, em virtude dos incêndios florestais ocorridos no último dia 10. Com a colaboração dos governos estatal e municipal, o foco é implementar estratégias preventivas que assegurem o fornecimento de insumos médicos essenciais para cuidar da população afetada, particularmente crianças, idosos, gestantes e pessoas com condições de saúde preexistentes, que são mais vulneráveis aos efeitos adversos da fumaça, incluindo agravamentos de doenças respiratórias e cardiovasculares.
O Ministério também está monitorando o consumo de oxigênio e trabalha para manter o abastecimento adequado, especialmente em situações críticas que demandem intervenção emergencial. A logística de entrega de cilindros de oxigênio, em certos casos, conta com a assistência das Forças Armadas para garantir a continuidade da assistência respiratória.
Paralelamente ao suporte à saúde, o Ibama tem desempenhado um papel crucial no combate direto aos incêndios. Com o reforço de 290 brigadistas federais e o emprego de aeronaves, incluindo dois aviões KC-390 da Força Aérea Brasileira, o instituto conseguiu extinguir 303 focos de incêndios até o momento.
Dando suporte adicional, o Ministério do Meio Ambiente anunciou que o Projeto de Combate a Incêndios e Desmatamento no Amazonas (ProAmazon) recebeu, somente a partir de 2024, uma contribuição de R$ 45 milhões do governo federal para equipar o Corpo de Bombeiros Militar do estado, abarcando a compra de viaturas e equipamentos de segurança e estruturando bases operacionais.
Este conjunto de ações reflete uma resposta coordenada de diferentes esferas do governo, evidenciando o esforço contínuo para mitigar os efeitos das queimadas sobre a saúde pública e o meio ambiente no Amazonas.
Governo monitora saúde de amazonenses em locais afetados por queimadas
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