Segundo os dados mais recentes da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), a taxa de desocupação no trimestre encerrado em julho apresentou uma queda significativa de 0,5 ponto percentual em relação ao trimestre anterior, ficando em 5,3%. Essa redução também foi observada em comparação com o mesmo período do ano anterior, quando a taxa era de 5,6%.
A população desocupada, que corresponde a 5,8 milhões de pessoas, teve um decréscimo de 8,0% em relação ao trimestre anterior, representando uma queda de 503 mil pessoas. Já a população ocupada atingiu o maior número da série histórica, totalizando 103,3 milhões de pessoas, o que representa um aumento de 1,0% em relação ao trimestre anterior.
A taxa composta de subutilização também apresentou uma redução, passando de 13,8% para 13,0% no trimestre em questão. A população subutilizada diminuiu 5,2% em relação ao trimestre anterior, totalizando 14,9 milhões de pessoas. Além disso, a população subocupada por insuficiência de horas se manteve estável, enquanto a população fora da força de trabalho teve um pequeno aumento.
No que se refere ao mercado de trabalho, o número de empregados no setor privado com carteira assinada se manteve estável, assim como o número de trabalhadores por conta própria. Já o número de empregados sem carteira no setor privado apresentou um aumento de 3,6% em relação ao trimestre anterior.
Os dados também revelaram que a taxa de informalidade foi de 37,5% da população ocupada, um aumento em relação aos trimestres anteriores. O rendimento real habitual de todos os trabalhos se manteve estável, mas houve um crescimento de 3,3% no ano.
Em resumo, os números indicam uma melhora no mercado de trabalho, com redução na taxa de desocupação e aumento na população ocupada, apesar dos desafios enfrentados ainda diante da situação econômica atual. Esses dados são fundamentais para traçar estratégias e políticas públicas que visem o crescimento e a melhoria das condições de trabalho no país.
PNAD Contínua: desocupação é de 5,3% e subutilização é de 13,0% no trimestre encerrado em julho

