O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) intensificou seus esforços em 2026 para combater a violência contra a mulher. Segundo dados do Observatório Judicial de Violência contra a Mulher do TJRJ, houve um aumento significativo nas medidas protetivas de urgência, com 57.498 ordens concedidas de janeiro a julho, representando um crescimento de 43% em relação ao mesmo período de 2025.
O número de prisões relacionadas a agressões também cresceu, alcançando altos índices nos primeiros oito meses do ano. A violência doméstica segue em ascensão no estado, conforme indicam os 59.834 novos processos sobre o tema distribuídos entre janeiro e julho de 2026, com quase 10 mil casos a mais que no ano anterior. Esse aumento inclui também os alarmantes 70 casos de feminicídio registrados apenas no primeiro semestre.
Para responder ao crescente número de casos, o TJRJ promoveu a criação de espaços e iniciativas, como a Sala Lilás no Instituto Médico Legal, que proporcionou atendimento humanizado a 3.166 mulheres vítimas de violência doméstica física e sexual até julho de 2026. Além disso, o Judiciário lançou o aplicativo Maria da Penha Virtual, que, até 20 de agosto, já havia recebido 3.788 solicitações de medidas protetivas de urgência, demonstrando a eficácia e a necessidade de alternativas que facilitem o acesso seguro e ágil à Justiça para as mulheres em situação de risco.
Este esforço coletivo reflete a mobilização do sistema judiciário no estado do Rio de Janeiro para proteger as mulheres e lidar com o grave problema da violência de gênero, garantindo não apenas a responsabilização dos agressores mas também a segurança e o suporte adequados às vítimas.
Medidas protetivas para mulheres crescem 43% no estado do Rio
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