A eleição para a Assembleia Legislativa do Espírito Santo (Ales) em 2026 trouxe uma significativa renovação com 16 novos deputados, representando 53,3% do plenário. Esta renovação, porém, se manteve no mesmo patamar observado nas eleições anteriores, sem mudanças na taxa de renovação. A Assembleia será composta por uma nova dinâmica, onde o PSOL e o PT aumentam suas representações, passando de três para quatro cadeiras, enquanto PL e Republicanos elegem um total de oito deputados.
Dentre os reeleitos, destacam-se Camila Valadão (PSOL), a candidata mais votada da eleição, com 61,5 mil votos – um marco, já que é a primeira mulher a liderar a votação geral para a Ales. A nova legislatura contará com um aumento na presença feminina, subindo de quatro para seis mulheres, o que corresponde a 20% do plenário. As novas deputadas incluem Karla Coser (PT), Açucena (PT), e Jeesala Coutinho (MDB).
O atual cenário reflete uma maior diversidade de perfis, com a entrada de vereadores, ex-prefeitos, e ativistas sociais. Entre os novos integrantes, estão nomes como Victor Coelho (PSB) e Thiago do Casal Policial (PL), reforçando a nova cara da Assembleia. A distribuição das cadeiras favorece partidos que apoiaram Ricardo Ferraço (MDB) no primeiro turno da eleição para o governo, formando uma maioria numérica de 60% na Casa, enquanto PL e Republicanos garantem a maior bancada com oito cadeiras.
A composição da nova legislatura também marca a ascensão da esquerda, que agora conta com quatro cadeiras, e uma troca na representação do PT, que ao passar de duas para três vagas e manter Camila Valadão no cargo, fortalece sua atuação na Ales. A nova atmosfera política da Assembleia do Espírito Santo reflete uma vontade de mudança, além de novos rostos, em um cenário que busca representar mais amplamente a diversidade da população capixaba.

Fonte: Século Diário

