Crescimento Moderado Marca a Economia Brasileira em Meio a Sinais de Arrefecimento
A economia do Brasil apresentou um crescimento de 0,7% de abril para maio deste ano, conforme dados do Monitor do PIB do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV), divulgados na última segunda-feira. No acumulado do trimestre móvel que encerra em maio, a alta registrada foi de 1,9% em relação ao mesmo período de 2025. Esse resultado marca um avanço acumulado de 1,7% nos últimos doze meses.
O estudo mensal do Ibre-FGV, que analisa as atividades econômicas através de indicadores da indústria, comércio, serviços e agropecuária, apontou uma retomada da trajetória de crescimento em maio, após uma leve retração em abril e estabilidade em março. Observa-se uma variação mensal do PIB com valores como 0,7% em maio, -0,1% em abril, e 0% em março, mostrando uma oscilação recente na performance econômica.
Apesar da recuperação observada em maio, o indicador anual apresentou desaceleração comparado a períodos anteriores, caindo de 3% em março para 1,7% em maio deste ano, descrito em um contexto de perda gradativa de força econômica.
O relatório destaca um aumento significativo no consumo das famílias, que cresceu 3,3% no trimestre terminado em maio, com mais de 60% desse crescimento proveniente de serviços e bens duráveis. Juliana Trece, coordenadora da pesquisa, ressalta que o consumo das famílias foi “o grande responsável” pelo resultado positivo, mas adverte sobre fragilidades, como a sequência de retrações na agropecuária e a perda de fôlego da indústria.
Exportações e importações também tiveram movimentações distintas, com as exportações crescendo a um ritmo menor, 4,3%, e as importações aumentando 8,9% no mesmo período.
Quanto ao investimento medido pela Formação Bruta de Capital Fixo, houve expansão de 2% no último trimestre avaliado, marcando um ponto positivo após quedas nos períodos anteriores.
Sobre resultados mais amplos e oficiais, o Monitor do PIB da FGV e o Índice de Atividade Econômica do Banco Central são complementares aos dados do IBGE, que registrou um crescimento de 1,1% no primeiro trimestre de 2026.
A próxima divulgação oficial do PIB pelo IBGE está prevista para o dia 1º de setembro, referente ao segundo trimestre de 2026. De acordo com sondagens do Banco Central e previsões do Ministério da Fazenda, espera-se que a economia brasileira cresça respectivamente 1,99% e 2,3% em 2026.
Estes dados são fundamentais para traçar o panorama econômico do país, refletindo tanto os avanços quanto os desafios enfrentados pelo setor produtivo e pela gestão econômica nacional.
Economia cresce 0,7% em maio, puxada por consumo das famílias, diz FGV
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