O presidente Luiz Inácio Lula da Silva solicitou ao ministro da Fazenda, Dario Durigan, uma avaliação detalhada sobre os potenciais danos econômicos que podem afetar empresas e bancos brasileiros com a recente classificação das organizações criminosas Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como terroristas pelo governo dos Estados Unidos.
Conduzindo o encontro no Palácio da Alvorada nesta segunda-feira, Durigan expressou a pré-ocupação do governo com o impacto dessa decisão na soberania econômica do Brasil e estabilidade institucional. O ministro apontou que o governo está agindo para que essa medida externa não traga prejuízos irreais a economia nacional. “É uma grande injustiça”, declarou ele, reafirmando o compromisso do Brasil em seguir combatendo o crime organizado sem prejudicar o ambiente de negócios do país.
O ministro acrescentou que, até o momento, não há discussões agendadas com o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, mas anunciou sua disponibilidade para dialogar sobre a questão e transmitir o posicionamento brasileiro quando as informações estiverem consolidadas. “Tendo as informações todas, tendo o diagnóstico claro e a posição, eu vou levar para o Scott Bessent, sem nenhuma dúvida”, ressaltou.
Durigan sublinhou que a proteção do setor produtivo é uma prioridade, e destacou a continuidade das conversas com empresários para entender as vulnerabilidades e preocupações do mercado em face das novas medidas externas. “O que vier do exterior para colaborar no combate ao crime organizado, ótimo. O que não pode é atrapalhar”, enfatizou.
Por fim, o encontro abordou também a agenda internacional de investimentos do Brasil, onde Durigan discutiu sua viagem próxima à China e Japão para promover o Eco Invest Brasil, visando captar investimentos sustentáveis. A performance da economia brasileira também foi tema, com destaque para o crescimento de 1,1% no primeiro trimestre e o aumento de 3,5% na formação bruta de capital fixo.
Créditos das imagens: Agência Brasil.
Lula pede a Durigan que avalie possíveis prejuízos de medidas dos EUA
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