Nesta sexta-feira (15), o dólar encerrou a sessão acima de R$ 5, no maior nível em um mês, enquanto a bolsa brasileira (B3) registrou queda de 0,61% no Ibovespa, fechando em 177.284 pontos. Fatores como a guerra no Oriente Médio e as tensões políticas internas contribuíram para a aversão ao risco nos mercados globais e nacionais.
Externamente, a valorização do dólar é fruto de um conjunto de fatores que incluem apostas de alta dos juros nos Estados Unidos pelo Federal Reserve e pressões inflacionárias advindas principalmente dos preços elevados do petróleo e de tensões geopolíticas entre Irã e Estados Unidos. Além disso, a disparada dos juros dos títulos públicos do Japão, que chegaram ao maior nível desde 1999, gerou um movimento de desmonte de operações de carry trade, reforçando o fortalecimento do dólar.
No cenário doméstico, os desenvolvimentos políticos envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o banqueiro Daniel Vorcaro aumentaram a incerteza política, impulsionando a demanda pela moeda americana como proteção.
A bolsa brasileira seguiu a tendência negativa das internacionais, com o S&P 500 em Nova York recuando 1,23%. A volatilidade foi acentuada também pelas recentes revelações políticas do site Intercept Brasil, que se relacionam com a família Bolsonaro e aumentam a cautela dos investidores em relação aos ativos brasileiros.
No mercado de petróleo, os preços foram impulsionados por mais de 3%, com o barril do Brent fechando a US$ 109,26 e o WTI a US$ 105,42, refletindo o aumento das tensões no Oriente Médio e a falta de progresso nas negociações sobre o Estreito de Ormuz. Declarações de figuras políticas como o presidente Donald Trump e o chanceler iraniano Abbas Araqchi adicionaram mais incerteza ao mercado, exacerbando preocupações com a inflação global.
*Com informações da Reuters.
Nota: A imagem contida no início deste relatório pertence à Agência Brasil.
Dólar sobe a R$ 5,06, e bolsa cai com tensão global e ruído político
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