Produção agrícola brasileira deve crescer em 2026, com destaque para soja e milho
De acordo com o último Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) divulgado pelo IBGE, a estimativa para a produção de cereais, leguminosas e oleaginosas em abril de 2026 é de 348,7 milhões de toneladas. Esse número representa um aumento de 0,7% em relação a 2025, além de um leve crescimento de 0,1% em relação à estimativa de março deste ano. Os dados evidenciam um aperfeiçoamento na produção, impulsionado principalmente por culturas-chave como soja e milho.
A área cultivada para esta safra alcançou 83,3 milhões de hectares, apresentando um crescimento de 2,1% comparado ao ano anterior e uma variação positiva de 0,2% em relação ao mês anterior. Os três principais produtos dessa estimativa – arroz, milho e soja – correspondem a quase 93% da produção total e a 87,6% da área a ser colhida.
A soja, que se destaca como um dos carro-chefes da agricultura brasileira, deverá alcançar uma produção de 174,1 milhões de toneladas, marcando um crescimento de 4,8% frente a 2025. O milho, por sua vez, é estimado em 138,2 milhões de toneladas, com uma produção de 29,6 milhões de toneladas na primeira safra e 108,5 milhões de toneladas na segunda. Para o arroz, a projeção é de 11,3 milhões de toneladas.
No que se refere a variações, o IBGE informou que a produção de soja e sorgo cresceu, enquanto o algodão herbáceo e o arroz apresentaram quedas de produção. A produção de trigo também caiu, com expectativas de 7,3 milhões de toneladas, refletindo os desafios climáticos enfrentados na Região Sul, que responde por 83,4% da produção de trigo do país.
Analisando as regiões do país, o Centro-Oeste se destacou como o principal produtor, acumulando 50% da produção total com 174,5 milhões de toneladas. As demais regiões apresentaram distribuições diversas. O Sudeste, por exemplo, teve uma produção estimada de 30,6 milhões de toneladas, enquanto o Sul ficou com cerca de 92,1 milhões de toneladas.
Além disso, o LSPA revelou mudanças nas estimativas de produção para culturas específicas. O algodão herbáceo teve uma projeção de 9,0 milhões de toneladas, crescendo 3,4% mensalmente, mas enfrentando uma diminuição de 14,2% em comparação a 2025. O cacau também apresentou uma alta de 3,8% em relação ao mês anterior, alcançando 324,2 mil toneladas.
No que diz respeito ao consumo interno, a estimativa de produção de feijão foi reduzida, alcançando 2,9 milhões de toneladas, refletindo a necessidade de monitorar os preços do produto, que têm se mostrado voláteis nos últimos meses.
Esses números e tendências, conforme relatados pelo IBGE, acompanham a dinâmica do mercado agrícola, que continua a ser um pilar fundamental da economia brasileira. A próxima divulgação do LSPA, referente à produção de maio de 2026, está agendada para 11 de junho.
Em abril, IBGE prevê safra de 348,7 milhões de toneladas para 2026

