O presidente da Câmara de Vereadores de Vila Velha, Osvaldo Maturano (PRD), protocolou um projeto de resolução que altera a data da eleição da Mesa Diretora, atualmente marcada para junho do segundo ano da legislatura. A proposta sugere que a votação ocorra em dezembro, alinhando-se a uma decisão recente do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o tema.
O projeto de resolução 6/2026 visa a adequação das práticas legislativas às determinações do STF, que determinou que a eleição da Mesa Diretora deve ocorrer apenas após as eleições gerais de outubro. A decisão do ministro Gilmar Mendes já impactou a Câmara Municipal de Vitória, levando a um pedido de análise sobre a situação em Vila Velha pelo vereador Rafael Primo (PT).
Durante uma reunião interna, Maturano expressou preocupações sobre a necessidade de adaptação da data da eleição, mas encontrou resistência entre parlamentares da base do prefeito Arnaldinho Borgo (PSDB). A proposta, que deveria ser assinada por todos os membros da Mesa Diretora, teve apenas a adesão de Maturano e do primeiro secretário, Léo Pindoba (Podemos), enquanto outros líderes não subscreveram o documento.
Atualmente, Arnaldinho Borgo apoia Joel Rangel (Podemos) para a presidência da Câmara, fortalecendo a oposição a Maturano, que perdeu prestígio político junto ao prefeito ao longo do tempo. A situação tensa entre os membros da Casa se intensificou com disputas internas, incluindo um racha no Partido Liberal (PL), que trouxe à tona divergências entre os vereadores.
Borgo defende que a eleição ocorra rapidamente para garantir a escolha de Rangel, enquanto Maturano poderia usar um possível adiamento para fomentar articulações internas. Em contrapartida, a experiência na Câmara de Vitória mostra que a prorrogação das eleições pode favorecer quem busca maior controle político, como foi o caso do ex-prefeito Lorenzo Pazolini (Republicanos).
Imagem: Osvaldo Maturano, presidente da Câmara de Vereadores de Vila Velha.

Fonte: Século Diário

